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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A BrewDog está de cara nova!!

No mês passado vimos várias notícias de que a BrewDog iria mudar a sua identidade visual, isso inclui não só os rótulos das cervejas como também toda a parte de comunicação da marca (site, embalagens, beer trucks, etc). Mas porque essa mudança tão repentina de algo que já estava bem estabelecido e aceito no mercado?

A cervejaria, desde sua criação em 2007, vinha mantendo seus rótulos sempre seguindo uma mesma linguagem gráfica, que acabou se tornando marcante e icônica, porem por mais que ela fizesse sucesso o pessoal da BrewDog não estava inteiramente satisfeito com a marca em si e resolveu mudar.  Segundo James Watt,  "Capitão" e Co-founder da empresa, os rótulos não representavam a essência artesanal, a alma das cervejas e o rumo ao qual estavam tomando.

Fonte: brewstagram

Para seguir o mesmo conceito proposto pelas suas cervejas a ideia foi criar uma embalagem que focasse em dois pontos principais: o artesanal e a alta qualidade. Escolheram então produzir os rótulos por um processo de impressão praticamente manual e muito antigo, quase extinto nos dias de hoje, utilizando os "tipos mecânicos móveis" (inventado por Johannes Gutenberg), onde são usadas pequenos blocos de metal, ou madeira, com"letras"gravadas.


O processo de escolha dos rótulos não foi nada fácil, foram necessárias 7 agências diferentes de 3 países distintos para chegarem no resultado atual. O novo design conseguiu manter a essência da BrewDog porem com uma pegada mais clássica, algo que remete aos rótulos antigos mas mantendo um toque moderno.

Novos rótulos da BrewDog

Como já era de se esperar as opiniões ficaram bem divididas, muitos adoraram a nova proposta e outros nem tanto. Como amante cervejeira, colecionadora de rótulos e designer devo admitir que quando vi a notícia fiquei um tanto quanto surpresa. Sempre gostei muito da identidade visual antiga e em um primeiro momento não cai de amores pelo novo design, porem após uma boa noite de sono para processar a informação e analisando o conceito que a cervejaria estava colocando para a nova marca acabei repensando e mudando de opinião. O dois rótulos divergem muito um do outro esteticamente, porem ambos tem a sua beleza,  realmente a cervejaria precisava, de alguma forma, dar uma inovada e chacoalhada no mercado.


Rótulo Novo X Antigo

Já nos deparamos com diversos exemplos no mundo do design em que mudanças que quebram com o tradicional afetam drasticamente o consumidor, seja de maneira positiva levando a marca a um sucesso ainda maior, como também já vi marcas que tiveram que voltar com a sua identidade original pois estavam perdendo espaço no mercado devido a não aceitação do consumidor. A questão agora é, será que os cervejeiros de plantão vão aceitar bem essa mudança? 

Para saberem mais sobre toda essa revolução que está acontecendo dentro da cervejaria e acompanharem mais novidades é só dar uma olhada no blog da BrewDog.

Cheers!!

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Cerveja cara, um desperdício de dinheiro?



A prática de testes cegos revolucionou o mundo dos vinhos, pois desbancou muitos mitos sobre países fabricantes, tipos de uvas e, principalmente, preço dos vinhos.
Existem muitas histórias curiosas sobre o assunto, separamos duas para contextualizar nosso post; elas estão disponíveis no Business Insider e no blog do enófilo Carlos Cabral. Em suma, quando colocados à prova, os vinhos sempre guardam surpresas na relação custo x benefício. 


Partindo deste ponto, iniciamos a seguinte reflexão: Será que estamos desperdiçando dinheiro com cervejas mais caras? A partir deste questionamento, realizamos nossos próprios testes cegos e também nos embasamos em testes de colegas para afirmar: "Não, as cervejas não são todas iguais."



A cerveja, como fruto de, pelo menos, quatro ingredientes, possui variações que não são possíveis no mundo dos vinhos. O resultado disso é uma infinidade de sabores e aromas que muito diferem estilos e rótulos entre si. Apesar das diferenças, assim como no universo do vinho, existem boas cervejas a bons preços, o que quer dizer que você pode conhecer muitos estilos sem quebrar seu orçamento.

Por que uma cerveja custa mais caro?

Cervejas que custam acima de setenta reais, geralmente passam por um processo mais delicado, trabalhoso ou demorado de fabricação ou utilizam ingredientes mais caros e mais raros. Como exemplo podemos citar a cerveja DeuS, que é fabricada na Bélgica e passa por um processo de refermentação na garrafa, na França, para então ser novamente engarrafada e ir às prateleiras. Também podemos citar cervejas envelhecidas em barris de Whiskey, como tem feito a cervejaria curitibana Bodebrown. A escocesa Brewdog é campeã na esquisitisse dos métodos de fabricação ao fabricar cervejas que são congeladas para extrair a água e amplificar o sabor e a carga alcoólica; exemplos desta técnica são a Brewdog Tactical Nuclear Penguin e a Sink the Bismarck.

Imagem: Brewdog Tactial Nuclear Penguin


E o resultado?

Podemos afirmar, sem medo de errar, que ao comprar uma cerveja como as citadas acima, você certamente está pagando pela experiência de provar uma cerveja peculiar, resultado de um processo mais cuidadoso ou de ingredientes mais selecionados ou incomuns. Assim como quando se compra o vinho raro, envelhecido ou de casta nobre oriunda de safra reconhecida, o importante é ter a experiência de provar algo incomum ou único, diferente daquilo que estamos acostumados; além de saber da origem e imaginar que aqueles grãos ou aquelas uvas tiveram uma história ou fizeram longas viagens antes de chegar até você.

Isso quer dizer que, indiscutivelmente, melhores ingredientes e mais cuidado no preparo terão resultado no produto final e que o preço tem relação com a qualidade e com a sua satisfação.

Então, quanto mais caro melhor?

Não necessariamente. Quando falamos de cervejas entre 10 e 35 reais, existe um universo de sabores disponíveis, e é muito fácil encontrar cervejas por cerca de dez reais que são muito melhores ou mais agradáveis que cervejas de R$20 ou R$30. Portanto, vale a pena provar tudo o que estiver ao seu alcance para tentar encontrar estas pérolas, que assim como vinhos, podem ser mais acessíveis do que se imagina. Se você quiser algumas dicas, confira nossas 11 cervejas para tomar com até 11 Reais.

Portanto, em resumo, cervejas que custam até R$40 normalmente não terão características de cervejas únicas, que custam mais de R$70 ou R$100, mas você poderá encontrar algo que te agrade sem desagradar o seu bolso. E quando sobrar uma graninha, invista em algo diferente e desfrute de uma experiência única.

Imagem: Hominilupulo


Ficou curioso? Veja um teste cego realizado pelo site Brejas clicando aqui.



quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Atenção gays!



Esta não é uma cerveja para gays, mas sim para caras muito machos que cavalgam sem camisa e carregando facas. Como diriam por aqui, de tão macho faz Saci subir ladeira de skate!!

Em resumo, se você não é discípulo do Chuck Norris fique longe dessa cerveja!

Fonte:brewdog.com


Calma minha gente, nós somos Loucos por Ales e não preconceituosos. Essa é só mais uma das campanhas controversas da nova cerveja da Brewdog, a “Hello my name is Putin”.



Segundo consta, essa é a primeira protest beer (cerveja de protesto), justamente contra o movimento anti-gay deflagrado na Rússia, em especial com a lei ressuscitada por Vladimir Putin que proíbe qualquer tipo de propaganda que de alguma forma atente contra as “opções tradicionais” de sexualidade no país.

Como sempre, utilizando-se de uma veia revolucionária com uma pitada de humor ácido, os caras da Brewdog deram aquela alfinetada no Putin e nos simpatizantes dessa política homofóbica.

Ah sim, com um rótulo que é puro glamour!!!!
Fonte:brewdog.com
Enfim, agora falando da cerveja, trata-se de uma double IPA com adição de Limonnik berries, pequena fruta silvestre originária da Ásia, inclusive existente na Rússia, que possui diversas propriedades medicinais, entre elas conceder energia para um dia inteiro de caça sem comer mais nada. E claro, promete bastante vigor sexual.

Pensando nisso o pessoal da cervejaria mandará uma caixa para o Kremlin (sede do governo russo) com a certeza de que será útil para alguém de lá.

É isso aí...

Em breve trocaremos algumas ideias sobre a política revolucionária, um tanto quanto anarquista dessa cervejaria, sempre com um tom polêmico e anti-corporativista.

Seriam eles verdadeiros revolucionários ou apenas piás de prédio se beneficiando com a imagem punk? Fica a pergunta!

Abraço

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Cerveja encorpada, tem certeza?


Imagem: Blog Quatro Cantos do Mundo


Sabemos que nem só de sabor se faz uma cerveja. É comum dizer que durante uma degustação, mais de um de nossos sentidos é envolvido; logicamente o sabor e o aroma são os mais notáveis, entretanto, a aparência do líquido, a formação de espuma e os sons são fatores que também influenciam a experiência sensorial.

O assunto de hoje é corpo, uma das características a compor a sensação táctil da degustação. Some a carbonatação e a temperatura da cerveja com o corpo e estará quase completo o time de sensações que vão além do óbvio, além do sabor e do aroma.

Possivelmente a mais comum das confusões durante a apreciação de cervejas seja o fato de confundir uma cerveja saborosa com uma cerveja encorpada. A cerveja encorpada é aquela que possui maior licorosidade, maior viscosidade, e esta característica não está diretamente relacionada à intensidade do sabor ou do amargor. Este é um conceito que foi difundido erroneamente pelas propagandas das cervejas mais populares. Quando a cervejaria quer dizer que lançou uma cerveja que se parece menos com as aguadas tão conhecidas dos churrascos brasileiros ela diz que a cerveja é encorpada, geralmente com a voz de um locutor tentando sensualizar o termo: "Encorpaaada, saborooosa".

Opa, acabei de citar cervejas aguadas, seria este o termo correto para designar as american lagers e cervejas mais baratas do nosso mercado? A impressão que temos ao tomar é exatamente esta, de uma cerveja menos concentrada, como se fosse, realmente, mais diluída. Todavia, tecnicamente ela não recebe mais água ou é menos alcoólica. O que ocorre é que a presença de cereais não malteados e a baixa quantidade de malte de cevada utilizados na preparação destas cervejas conferem a ela um sabor menos acentuado, em prol de uma suposta drinkability maior, uma maior refrescância.

Então, afinal, o que é uma cerveja encorpada? Encorpada é aquela cerveja que preenche sua boca, que demora mais para escorrer por sua garganta. A Petroleum é uma cerveja muito encorpada, a Duvel também tem um corpo considerável, enquanto a Brewdog Punk IPA já possui um corpo mais modesto e as nossas baratinhas são exemplo de cerveja com pouco corpo.


Qual a sua impressão sobre o corpo das cervejas? Deixe um comentário com a cerveja mais e a menos encorpada que você já tomou.

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