Mostrando postagens com marcador blog curitiba. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador blog curitiba. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Sobre os grandes contra os pequenos, as promoções do PDA, lojistas e valorização do comércio local.

Muito tem se falado da constante guerra entre grande e pequenos. Aqui, damos um breve pitaco.

Sobre as promoções do Pão de Açúcar de 50% de desconto em cervejas especias ou outras semelhantes.

Crédito: Maria Cevada


Como se sabe, o PDA lançou pelo menos 3 promoções com preços realmente atrativos, abaixo do mercado, que gerou certa comoção nos meios cervejeiros. Agora, há pouco, algumas vozes isoladas começaram a questionar tais promoções, alegando possíveis práticas ilícitas, ou no mínimo questionáveis.

Não sei porque se criou tanta polêmica em torno disso. São promoções pontuais, comuns em qualquer outro país que não no Brasil. Nós estamos tão acostumados com as Black "Fraudes" da vida, tudo pela metade do dobro do preço, que quando vemos uma promoção de verdade, já achamos que tem algo errado, que são táticas anticoncorrenciais e etc.

O Pão de Açúcar não pretende quebrar as lojas especializadas, e mesmo que quisesse, é óbvio que por meio dessas promoções não iria dar em nada.

Sobre a alegação de que os pequenos lojistas estão de mimimi e que têm de se diferenciar no atendimento

Novamente, alguns formadores de opinião cervejeira afirmam que os proprietários de lojas especiais estão reclamando sem motivo, e que têm que se diferenciar no atendimento, propiciando uma verdadeira experiência cervejeira ao consumidor. No capitalismo vale tudo, então não adianta reclamar do supermercado pertencente a uma empresa bilionária.

Simplesmente desprestigiar as reclamações das pequenas lojas, alegando que se trata do mimimi (posso ser repetitivo, mas deixo o registro do meu repúdio a essa onomatopeia) de quem não sabe brincar, que isso é o mundo capitalista e outros argumentos pseudoliberais, me parece um pouco injusto.

Muitos desses argumentos são também utilizados para justificar a compra das microscervejarias pelas multinacionais como AB-Inbev. Fala-se que tais aquisições vão melhorar preços, aumento da oferta (quantitativamente e territorialmente) e, também, qualquer revolta contra as fábricas compradas é esquerdismo, histerismo, medo do novo, ou argumentos que o valham. Esses defensores gostam de utilizar a expressão "Show me the beer" (em geral, os mesmos que usam o mimimi).

Vivemos em mundo de recursos que estão próximos da saturação, e não falo só da escassez de lúpulos, em decorrência de décadas de cultura capitalista, mas acima de tudo, consumista de necessidades supérfluas. 

Isso, em grande parte, decorre da massificação imposta pelas grandes corporações que criaram uma rede de atuação extremamente danosa, usurpadora de recursos naturais e humanos, sempre auxiliadas pelas instituições governamentais que presam pelas relações promíscuas com o capital.

Enfim, o resumo da ópera, as grandes empresas como Ab-Inbev, são sim vilões e não possuem mais espaço na atual realidade econômica e social, pelo menos nesse planeta (talvez tenham espaço na realidade marciana, em especial com a descoberta de água por lá).

Estamos em tempo de sustentabilidade, consumo consciente e racional, em especial se destacarmos a crise que bate à porta. 
Projetos como do slow food (existente em todo o mundo) e, na realidade nacional, o #compredopequeno do Sebrae são cada vez mais valorizados.

Agora mesmo o Sebrae está batendo forte nessa campanha. Veja que a compra dos comerciantes próximos a você desenvolve sua região, já que o dinheiro permanece circulando na sua comunidade. As pequenas empresas empregam muito mais pessoas e como regra possuem um impacto degradante  muito menor, ambientalmente falando, em todos os sentidos possíveis da palavra, ambiente natural, de trabalho etc.)

Então, me parece que se utilizar de um consumo consciente, fortalecendo a economia local, é um argumento verdadeiramente liberal, ao invés de apenas buscar preços, comprando das grandes e mantendo o círculo vicioso de exploração levadas a efeito por essas megaempresas e, pior, financiadas por nós mesmos.

No fim, acabamos pagando mais caro por produtos que sempre tivemos acesso gratuito. Não acha estranho comprarmos água da Coca-Cola? Coisa que sempre tivemos acesso gratuito e irrestrito e, em grande medida, ainda temos. Até hoje não conheci ninguém que tenha morrido bebendo água da torneira. 

Por isso, a meu ver, são válidas as campanhas e incentivos para compra do comerciante local e não de uma multinacional, só porque essa oferece melhores preços (o que nem sempre é verdade).

Claro é, que tais incentivos não retiram desses comerciantes a responsabilidade de prestarem um serviço adequado ao seu cliente. No mundo das cervejas, isso significa o cuidado no trato do seu principal produto, a tal cerveja. Coisa que ainda é muito deficiente na realidade nacional, em especial na quantidade cada vez maior de bares que passam a trabalhar com cervejas de maior qualidade. (Para identificar se o bar é bom - não, não é o que serve chope Brahma - recomendamos a leitura do texto 8 maneiras simples de dizer se um bar de cerveja é sério

Nesse texto, apenas traçamos um breve panorama para próximas discussões que estarão cada vez mais em voga nos núcleos cervejeiros nacionais. Em breve esperamos ter mais a dizer sobre os serviços em bares e lojas especializadas, valorização do comércio local face a atuação predatória das grandes corporações, etc. Falando em grandes corporações, veja Mais uma cervejaria comprada pela Ambev

  

sexta-feira, 17 de julho de 2015

As baratinhas de inverno

O frio chegou e com ele a oferta de cervejas baratinhas "pretas" nas gôndolas dos supermercados. O Loucos por Ales preparou o figado, e como fez com as baratinhas do carnaval, se aventurou por esse mundo um tanto quanto intragável.

Viva a revolução


Vamos aos números:

- Foram 7 as cervejas "degustadas";

- 2 ânsias de vômito;

- quase uma dor de cabeça;

- 7 meias cervejas jogadas ralo abaixo;

- 2 Loucos por Ales extremamente contrariados e;

- 1 noite de cervejas ruins.

Agora, vamos às marvadas:

Schin tipo Munich 4,5% ABV: (lata R$ 2,25) a mais clara entre as disponíveis, de cor marrom avermelhado. Corpo leve e bastante adocicada.

Caracu tipo Stout 5,4%: (lata R$ 2,45) a única que indica levar malte torrado na composição. Na minha lembrança já foi mais amarguinha. Em que pese ser menos doce do que a maioria das concorrentes, ainda é muito para uma stout. Um pouco mais encorpada que a Schin, mais escura e com espuma marrom.

Bohemia Schwarzbier 5%: (lata R$ 2,29) corpo leve, cerveja preta com espuma bastante clara, sumiu depois das duas primeiras, e olha que as anteriores não eram o que se pode chamar de marcantes.

Xingu 4,6%: (lata R$ 3,49) quase tão escura quanto a Caracu, apresenta bastante dulçor, mas é a mais equilibrada de todas. Quase dá para chamar de cerveja.

Petra 4,4%: (long neck R$ 2,29) bastante carbonatação, bem opaca e não temos muito mais a dizer...

Devassa Negra 4,8%: (long neck R$ 3,39) A única que é de alta fermentação (Ale) e que ao contrário das concorrentes, não vai corante caramelo. Na teoria, deveria ser a melhor cerveja. Mas, sinceramente, não se destaca em comparação às demais.

Brahma Malzebier 4%: (long neck R$ 2,29) Essa é nossa conhecida de infância, também lembrada por ser bebida por mulheres no período de amamentação. Queridinha entre as senhoras por ser docinha. Mas bota doce nisso, ela é extremamente enjoativa.

Nota: cheiro de ovo, presença de DMS ou outros defeitos do gênero não foram mencionados porque são a regra nas cervejas experimentadas.

Após bebermos todas essas baratinhas de inverno, podemos dizer que se você acha que as cervejas tipo pilsen de massa são um protótipo de cerveja, as pretas nem poderiam ser enquadradas como uma falsificação de stout ou schwarzebier ou qualquer outro nome que se utilize para definir cervejas. Se pensamos que a tarefa das baratinhas de carnaval foi difícil, não contávamos com o que estava por vir. Essas cervejas não são pretas, são o verdadeiro lado negro da força.


terça-feira, 30 de junho de 2015

7 coisas que podemos aprender com o Viajante Cervejeiro

Se você acompanha o movimento cervejeiro que desabrochou mais recentemente no Brasil, possivelmente você já ouviu falar sobre o Viajante Cervejeiro (se não, leia mais aqui), o publicitário que resolveu empreender uma viagem pelo Brasil passando por tradicionais pontos cervejeiros e trazendo à tona outros bem menos conhecidos.


Não é difícil criar empatia com o boa praça, de fala mansa, que hoje se apresenta como Edson Carvalho Junior, cuja profissão e filosofia de vida é viajar bebendo boas cervejas, conhecer novos lugares e pessoas, tudo com um orçamento bastante sóbrio (apesar da dificuldade de conciliar a sobriedade com uma viagem cervejeira, em todos os sentidos).

O projeto Viajante Cervejeiro pode parecer só mais um desejo individual realizado por alguém que se livrou das amarras de uma vida ordinária (comum). No entanto, analisando-se mais detidamente, podemos retirar valiosos ensinamentos para seguirmos em nosso dia a dia, ainda que tenhamos uma estilo de vida bem mais convencional.

1. Procure viver daquilo que você gosta - ah, claro! Quem não iria gostar de viver de cerveja?! Pois é, apesar de parecer simples, quase ninguém tem coragem encarar um desafio como o que nos propõem o viajante.
Hum, pois bem, mas não precisamos ser tão radicais quanto no caso do estilo de vida adotado por Edson. Alguns, almejam apenas um emprego com horário mais flexível, ou em uma profissão que é "mais a sua cara", mas mesmo assim, estão paralisados pelo comodismo que os impedem de abdicar com coisas que acreditamos ser essenciais como estabilidade e segurança.

2. Tenha um planejamento - Possuir um planejamento é importante na realização de qualquer tarefa. Porque não o seria em nossas vidas? Aquela história de "deixar a vida me levar" pode ser a origem de ansiedades e falta de motivação, decorrentes de perguntas como, "por que vim ao mundo?", "que motivo tenho pra levantar da cama pela manhã?", em resumo, "o que faço da vida?". Portanto, é importante que você possua um ou mais objetivos claros, e planeje suas ações para alcança-los.
No caso do Viajante ele possuía em seu planejamento pelo menos um objetivo bem claro: Viajar durante um ano, passando por todos os estados brasileiros, bebendo boas cervejas, tudo isso, pegando caronas e dormindo contando com a ajuda daqueles que quiserem apoiar esse projeto.
O Viajante Cervejeiro já viaja há mais de um ano e visitou os estados da região Sul, Rio de Janeiro e começa agora o Estado de São Paulo, o que nos leva ao próximo ponto!



3. Seja flexível - Traçar um planejamento com objetivos claros tem como função dar um rumo mais racional às nossas vidas, mas isso não pode ser fonte de frustrações. Temos que lidar todo o tempo com falhas e atrasos no planejamento e saber como encarar tais fatos da melhor forma possível, tendo consciência de que isso é a coisa mais comum. Sem julgamento, sem se martirizar por conta desses percalços. Encare como uma oportunidade de rever seu planejamento de acordo com as novas realidades. Isso faz parte da diversão! Pergunte ao Edson, aposto que ele entende que o atraso no seu itinerário é uma coisa natural, e que em grande parte, é a graça desse tipo de projeto. Contar com o inesperado a todo momento. Garantia de ficar longe da monotonia. Esse tópico pode ser relacionado com o próximo.

Viajante total flex


4. Tenha uma perspectiva positiva dos acontecimentos - "Merda acontece" - já diria Forrest Gump - e sempre irá acontecer. Lama, chuva, falta de carona, cerveja ruim também (talvez diria o nosso viajante). Por que então deixar isso acabar com o seu dia? Respire fundo, mantenha o foco e siga em diante. Pense que seu trajeto é feito de escolhas tomadas por você de forma racional (na maioria das vezes, pelo menos). Logo, pense que isso é uma parte indissociável do seu projeto. Assim:

5. Seja responsável por seus atos - Ninguém te obrigou a estar na situação em que você se encontra. Assuma a responsabilidade pelos seus atos e pelas consequências deles decorrentes. Pare de culpar o destino ou resto do mundo pelos acontecimentos. Dessa forma você fortalece a sensação que possui o "destino" em suas rédeas e tem motivação para encarar de uma maneira melhor os seus obstáculos. Em resumo, você até pode chorar pela cerveja derramada, mas levante-se logo e vá até o balcão buscar outra.



6. Pratique o desapego - O Viajante Cervejeiro, bem como os monges budistas, praticam o desapego aos bens materiais de forma bastante efetiva. No caso de nosso andarilho barbudo, ele se livrou de grande parte de suas coisas, desde carro, roupas e até uma coleção de copos de cerveja (eu sei que pra muitos cervejeiros esse último seria impensável). Tudo que ele tem cabe em uma mochila. As cervejas? Essas ele carrega na barriga e na lembrança, quando não prática atos de caridade com amigos cervejeiros.
Nós também não precisamos de tantas "coisas". Não importa o quanto você consiga acumular, sempre será necessário mais e mais para saciar as vontades consumistas. Por isso a dica é simples. Invista mais em experiências de vida e em relações interpessoais e menos em coisas.

7. Fuja das armadilhas do ego - Seja humilde, não subestime os conhecimentos dos outros, seja um bom ouvinte, aprenda algo com cada carona recebida ou cerveja compartilhada, ao invés de tentar impor suas ideias e opiniões. Essa é importante para os cervejeiros de internet. Evite polêmicas no Facebook. Isso porque, na maioria das vezes as discussões só servem para saciar o ego dos interlocutores. Ali ninguém está disposto a ouvir e mudar de opinião, mas sim, em ganhar um debate, a qualquer preço.



E você, tem algo a dizer sobre esse projeto, compartilha desses "princípios", gostaria de dividir alguma experiência agregadora conosco? Você é nosso convidado, pegue uma cerveja e junte-se à nós nessa mesa de bar que se chama vida (essa foi pesada :P)

Créditos das imagens: @viajantecervejeiro



quarta-feira, 4 de março de 2015

A rota cervejeira do, bom e velho, São Francisco

Olá pessoal! Temos o prazer de apresentar mais um post colaborativo, agora com nossos queridos amigos do Curitiba Lado B, representado pelo Sr. Victor Iannuzzi. Nesse texto exploramos uma das regiões mais queridas da boemia curitibana com muita cerveja amarga e sem frescura!!

Pra começar, uma frase do poeta curitibano Paulo Leminski, homenageado na logo do Curitiba Lado B: 

"O Rio é o mar. Curitiba, o bar".

O “boom” do consumo – e por que não, produção – das cervejas – e chopes – artesanais em Curitiba, nos últimos anos, é fato inconteste. O gosto local por outras cervejas, que não as “blockbusters” da indústria cervejeira, cresceu bastante, em questão de pouco tempo. Nessa pegada, houve, consequentemente, uma resposta comercial para a mudança, com a inauguração de diversas lojas, e casas especializadas em cervejas artesanais, além do incremento dos cardápios em inúmeros bares. E esse movimento pode ser identificado, até mesmo, numa das regiões boêmias mais tradicionais, e peculiares, da cidade.


Foto por: Monique Ribeiro 

Localizado entre os limites do Centro Cívico, das Mercês e do próprio centro de Curitiba, o bairro do São Francisco abriga ateliês, estúdios musicais, dentre outros espaços que o identificam como um reduto alternativo da cidade. E isso se reflete, por óbvio, nos bares situados na região, que juntamente do Largo da Ordem responde pelo chamado underground curitibano. Desde os locais destinados à música ao vivo, passando por “portinhas” mais discretas, e chegando aos mais antigos estabelecimentos da região, fato é que o São Francisco, e seus arredores, ofertam ao público da cidade diversas opções, quando a proposta é tomar uma, ou se divertir.

E frequentador do São Francisco que é, o Loucos Por Ales elaborou uma pequena rota dos bares locais, que possuem em ser cardápios opções de cerveja, e chope, artesanais. Vale destacar, porém, que certamente há muitos outros bares que, poderiam integrar essa lista – e é para isso que pedimos a sua ajuda nos comentários, onde poderão ser indicados, este ou aquele, lugares espertos a serem conhecidos no, bom e velho, São Francisco.

Foto por:Loucos por Ales
LADO B (Rua Inácio Lustosa nº 517)
Um dos bares mais queridos da região, o Lado B poderia, quem sabe, ser indicado como o nosso CBGB. Com um ambiente oitentista, e uma trilha sonora que conta com bandas punk, e pós-punk, o Lado B (que ainda conta com fliperama em suas instalações) oferece, em sua lista de bebidas, chopes da marca Way Beer.






Foto por: Harvest Folk Bar

HARVEST FOLK BAR (Rua Inácio Lustosa nº 518)
Levando o nome da obra prima de Neil Young, o Harvest ilustra suas paredes com diversos cartazes, e pôsteres, de ídolos da música folk, de bandas britânicas dos 60’s, e do eterno Ivo Rodrigues (saudoso vocalista da banda curitibana Blindagem). Os sanduíches que levam o nome de gente grande como Johnny Cash e Woody Guthrie, podem ser acompanhados pelas APA, IPA e Stout da linha Harvest Beer.




Foto por: Loucos por Ales
(Rua Inácio Lustosa nº 560)
Vizinho dos dois bares citados acima, o Rock The Casbah não vive só do clássico do Clash: mesas colocadas na calçada (um alento para os dias quentes da cidade) e capas de discos antológicos dão a letra do bar inaugurado há pouco tempo. Com uma proposta de unir o pop ocidental à cultura árabe (o David Bowie de burca, na entrada do w.c., explica um pouco disso), o Rock The Casbah conta em seu cardápio com garrafas da Colorado, e das locais Double Vienna e Diabólica.




Foto por: Loucos por Ales
CHORIPAN (Rua Tapajós nº 30)
Nas proximidades da esquina com a Manoel Ribas, o Choripan não poderia ser melhor lembrado do que pelo seu... Choripan. A iguaria argentina é a opção mais celebrada no cardápio, que, também, indica cervejas, e chopes, artesanais. Colorado, Wensky Bier, Bier Hoff, Cervejaria Nacional e Amazon Beer são algumas das marcas presentes ao bar.







Foto por: Loucos por Ales

BROOKLYN COFFEE SHOP (Rua Trajano Reis nº 389)
Um pedacinho de Nova York em Curitiba, o Brooklyn tem como seu principal cartão de visitas, obviamente, um cardápio que faz dele um dos coffee shops mais lembrados da cidade. Já em relação às opções etílicas da casa, há chope da Way e cervejas da própria Way, Bodebrown, Dum Morada e 2Cabeças.







Fonte: NextMag
BAR DA PRODUÇÃO (Rua Trajano Reis nº 335)
Conhecido pelas festas que geralmente promove, entre quinta-feira e sábado, o Bar Da Produção é o local onde, muitos simpatizantes da tropicália e do groove batem cartão, toda semana. Rótulos da nacional Eisenbahn podem ser apreciados no local.








Foto por: Loucos por Ales
LA SANTA (Rua Paula Gomes nº 485)
A cultura de beber, e comer, na calçada, muito adotada nas quadras do São Francisco, ganhou força com a chegada do La Santa. Nas pedidas da casa estão pratos, e petiscos, típicos da cozinha mexicana, que vão muito bem acompanhados dos chopes ali vendidos (APA, AmericanIPA, Avelã Porter), todos da Way. Em garrafas, o La Santa comercializa rótulos da Einsebahn e Wensky Bier.





Foto por: Chicken House
CHICKEN HOUSE (Rua Paulo Gomes nº 481)
Vizinho do La Santa, o Chicken House é outro estabelecimento responsável pela grande movimentação na esquina das ruas Paula Gomes e Trajano Reis. Como o próprio nome da casa indica, petiscos à base de frango são seu carro forte, e na parte de bebericar, além de cervejas convencionais e destilados, há o bom, e velho, chope artesanal, sujeito à consulta.






Foto por: Loucos por Ales
OLD’S PUB (Rua Paula Gomes nº 405)
O sobrado, cujos dois andares são destinados ao seu público frequentador, conta com o som vindo dos DVDs exibidos nos televisores, da discotecagem e das apresentações, que por vezes rolam, no segundo andar. As mesas de pebolim, e sinuca, são outras marcas registradas do local, que ainda conta com uma área outdoor, e chopes, das marcas Insana e Asgard, dentre as suas opções de bebidas.





Foto por: Villa Bambu
VILLA BAMBU (Rua Trajano Reis nº 58)
Localizado no espaço intermediário, entre o São Francisco e o Largo da Ordem, o Villa Bambu ganha seu público com música ao vivo de boa qualidade – geralmente em ritmos latinos, e tropicalistas. Comidinhas bacanas também integram o cardápio, cujo chope (geralmente Premium Lager e APA) da Way Beer é um dos destaques. Também é reduto de encontros do público cativo do Festival Psicodália.





Foto por: Loucos por Ales
Rock'a Burguer (Rua Trajano Reis, 310)
O famoso Rock'a já é tradicional pelos seus hambúrgueres, entre os mais saborosos e com melhores preços da cidade. Além das cervejas tradicionais, há boas opções de artesanais, como Diabólica e Colorado.








Foto por: Bar Dom Corleone

Bar Dom Corleone (Rua Inacio Lustosa, 367)
O Dom Corleone possui um ambiente um pouco mais formal do que a maior parte dos bares anteriormente mencionados, fugindo do tradicional “coma e beba na calçada”. A especialidade da casa são seus hambúrgueres, contando com 12 torneiras de chopes e mais de 150 rótulos de cervejas. É o bar mais completo da região no quesito variedade.




Foto por: Loucos por Ales
Quintal do Monge (Rua Claudino dos Santos, 24)
Localizado no coração do Largo da Ordem, quase em frente ao tradicionalíssimo Bar do Alemão, foi um dos primeiros bares da região a se especializarem em chopes artesanais. Possui uma câmara fria com uma janela, na qual é possível ver as belezinhas (barris) engatados num emaranhado de canos e válvulas que nos fazem questionar como aquilo chega na torneira certa. 


Foto por: Loucos por Ales
O Quintal conta com uma grande área externa para os dias mais quentes, cujas mesas têm vista para o centro do Largo da Ordem. Num dia de sol você pode passar a tarde apenas bebendo e apreciando o movimento da praça, famosa por juntar todos os tipos de bichos grilos e figuras típicas da capital paranaense, sem falar de possíveis intervenções culturais, tão comuns na região.




Foto por: Loucos por Ales
Fidel Bar (Av. Jaime Reis, 320)
Viva la revolucion! Como consta na fan page: “Com a intenção de fazer referencia a um imaginário revolucionário latino americano o Fidel Bar abriu as portas em 18 de maio de 2011”. Ao lado de um dos bares GBLT mais undergroud da cidade, Bar Code, o Fidel também convida a beber uma boa cerveja ao ar livre. Nas tarde de sol não é incomum encontrar uma velha radiola tocando imortais do samba como Adoniran Barbosa. Conta com rótulos como Baden Baden, Colorado e outras de Curitiba e arredores. (Complemento: o bar recentemente acrescentou novos rótulos de cervejas à sua carta)






Foto por: Negrita Bar
Negrita Bar (Rua São Francisco nº 50) 
Uma das gratas novidades da região o Negrita Bar movimenta a famosa Rua São Francisco (que, ao que tudo indica, deverá ser fechada para o trânsito de pedestres). Boas comidinhas (como pastéis empanados), drinks e chope (marcas a confirmar) abastecem o animado público do recinto "latino".








É isso aí, esperamos que tenham gostado e, mais uma vez, obrigado ao pessoal do Curitiba Lado B por esse trabalho!!


"Não tenho culpa cara, cada um tem a sua formação. A minha é essa e foda-se!" (Ivo Rodrigues)

 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Rapidinha do dia # 4 - As cachaças são nossas amigas!

Com a tendência crescente de cervejas envelhecidas em barris de madeira, a notícia de que as madeiras brasileiras oferecem qualidade equiparável ao carvalho para a produção de cachaças pode marcar um caminho próprio a ser seguido pelas cervejarias nacionais. Ao invés de gastar pequenas fortunas para importar barris de carvalho americano ou francês, temos à disposição barris de jequitibá-rosa, cerejeira (mais conhecida pelos cervejeiros como Amburana ou imburana), entre outras, já muito utilizadas no envelhecimento das nossas queridas cachaças.

Fonte: Mapa da Cachaça


A utilização ou reaproveitamento dos barris de madeiras brasileiras anteriormente utilizados para cachaças, além do menor custo, garante-se uma identidade própria ao mercado de cervejas nacionais. Com foco no mercado externo, também é fácil notar que será um maior atrativo para as cervejas nacionais se apresentarem envelhecidas em barris de cachaça, bebida que já possui a identidade brasileiríssima reconhecida em todo mundo, não só, obviamente, pela origem, como também pela alta qualidade, competindo nas prateleiras com os melhores whiskies e burbons.

No cenário regional já possuímos uma versão de sucesso produzido pela Bodebrown, envelhecendo sua premiada Wee Heavy em barril de amburana da cachaça, também premiada, Weber Haus.
Veja matéria interessante sobre a utilização de madeiras nacionais na indústria cachaceira no site Mapa da Cachaça.



Beijos para todos os amigos etílicos e etílicas!!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Projeto Beer Truck Five – Tour por bares cariocas

O Beer Truck Five surgiu da união do Beer Five Hostel, localizado no bairro mais cool do Rio de Janeiro, Santa Teresa,  e  a Kombi Carioca, um pub itinerante. Marcele Porto, proprietária do hostel conta que o objetivo é difundir a cultura cervejeira e fazer com que os participantes vivam a experiência da cerveja em bares de diferentes bairros do Rio de Janeiro em um único tour. Isso, é claro, com motorista da rodada e local para dormir garantidos.

O primeiro passeio do projeto está confirmado para o dia 7 de março, sábado, e inclui o translado da Kombi Carioca por quatro estabelecimentos, e a diária, com café da manhã, no Beer Five Hostel. Esse, por sinal, foi fundado há pouco mais de 10 meses, com o objetivo de tornar-se o primeiro hostel temático de cerveja da cidade. Já a Kombi Carioca é uma espécie de empório/bar de brejas especiais sobre rodas. Inaugurada em dezembro do ano passado, ela é inspirada no pub crawl – ato de visitar vários bares em uma noite, a pé ou usando transporte coletivo.

O valor total do tour é de R$ 150 por pessoa, sendo que a Kombi comporta até 8 passageiros.
Infelizmente, para o público, o primeiro tour já está lotado, mas não fique triste, outros virão.






O primeiro roteiro e as informações sobre acomodações são os seguintes:

Saída 7 de março
Preço: R$150,00

Inclusos:

Tour por 4 bares de cerveja especial do Rio de Janeiro
Transporte com Budweiser liberada em todo o trajeto com a kombi Carioca.
Diária em quarto compartilhado com ar condicionado, banheiro interno e café da manhã no Beers Five Hostel.

Programação:

1ª parada: 14horas: Ponto de encontro no Hostel.
Rua Triunfo 26, Largo dos Guimarães, Santa Teresa.
Check-in e brinde boas vindas com cerveja Stella.

2ª parada: 18 horas: Saída para o Bistrô Estação RR no Complexo do Alemão: Uma rodada de chopp artesanal Liberado.

3ª parada: 21 horas: The Hellish Pub na praça da bandeira com uma rodada de chope carioca liberado.

4ª parada: 22 horas: Visita ao Botto na praça da bandeira.
*Pendente confirmação do tipo de brinde oferecido para o boas vindas

5ª parada: 23horas: Entrada grátis no Teto Solar em Botafogo, bar com chopes e cervejas artesanais, drinks deliciosos e pista de dança.

2 horas: Retorno para o Hostel


Mais informações, ligue para (21) 3197-3351 ou envie um e-mail para beersfivehostel@gmail.com.



Fonte: Revista da Cerveja

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Rapidinha do dia # 3 - Qual cerveja você levaria para uma ilha deserta?


Hoje um colega de trabalho, não muito íntimo do universo cervejeiro, me fez uma pergunta que me fez parar por um instante, e aposto que muitos já passaram pela mesma situação. A pergunta foi a seguinte: “Se fosse para escolher uma cerveja, qual seria?”


Tentei enrolar, falei que existem muitas cervejas, muitas variedades de estilos e que cada uma possui um momento, um clima, uma refeição que indicariam qual a melhor cerveja para cada momento. No fim, pensei: “Por que não responder diretamente a essa pergunta?, Qual o problema, aqui não há certo ou errado!”


Pensei mais um pouco e disparei: “Tem uma cerveja belga que gosto bastante e é bastante versátil, a Duvel. Se fosse levar para uma ilha deserta, talvez fosse essa a escolha. Não é tão “pesada” e também não passa despercebida, pode ser bebida em qualquer ocasião!”



Cerveja que pode ser bebida bem gelada para refrescar-se num dia quente, possui um aroma “do diabo”, mas não se engane, ela é potente, 8,5% ABV, o que a faz encarar um inverno sem problemas!

No começo desse blog, essa foi uma das primeiras cervejas mencionadas/avaliadas (veja aqui), e desde então, e desde muito antes, meados da década de 1920, ela vem surpreendendo os paladares mais exigentes com a mesma qualidade, sem se esquecer das suas renomadas versões tripel hop.

E você, o que acha? Qual a sua cerveja, qual aquela que você levaria para uma ilha deserta, que na sua opinião pode ser bebida a qualquer hora?

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

7 passos para presentear bem um apreciador de cervejas

Como presentear um admirador de cervejas especiais? Quando se aproximam datas festivas, aniversários, ou até mesmo quando bate aquela vontade de presentear o seu amigo que aprecia cervejas especiais, surgem junto caminhões de dúvidas sobre o que ele pode apreciar e o que pode ser um mico de presente. Vale também para quando for receber seu amigo em casa e não sabe o que comprar para ele beber. 

Fonte: blog.cervejagourmet


Vamos elencar aqui algumas maneiras de não errar no presente ou, pelo menos, acertar em 90% dos casos, mesmo sem conhecer nada deste universo.Tenha em mente que estas dicas só são válidas se você tiver o cuidado de ir até uma loja especializada em cervejas. Este é a única exigência do nosso tutorial. 

De acordo com a sua disposição e sua pressa, leia os itens abaixo listados. A partir do número 1 você já fará uma boa escolha. Se ler até o 3 você terá algum embasamento na escolha. Se ler todos os tópicos, poderá escolher a melhor cerveja de acordo com a personalidade do presenteado. 

1 – Copo – Está com preguiça, não quer saber nada sobre cervejas , ou não quer comprar uma cerveja? Compre um copo para cerveja. Cada tipo de cerveja deverá ser apreciado em um copo específico. Se a pessoa já tiver este copo, ótimo, formará um par. Os copos geralmente são vendidos por unidade e custam a partir de doze reais.

taça do Loucos por Ales (desenho: Julia Possiede)


2 - Apenas uma palavra –  Um excelente presente com apenas uma palavra? Anote aí: “Trapista”. Cervejas trapistas são fabricadas dentro de monastérios ou sob a supervisão de monges trapistas. Predominantemente belgas, são cervejas encorpadas e muito ricas. Tem opções de menos de 20 a mais de 100 reais. Compre uma trapista e não erre no presente, nunca.


fonte: destinoscervejeiros.com


3 - Preço – Um  entusiasta do mundo da cerveja sabe o preço de muitas cervejas e também dos acessórios. Tenha em mente que ao receber o presente, a pessoa saberá o preço que você pagou por ele.O preço também é um indicador de qualidade. A qualidade varia muito nas cervejas que custam até trinta reais. Acima de trinta, sua chance de escolher uma cerveja excelente é muito maior.

Baratinhas de carnaval http://goo.gl/OFK4B9


4 – Novidades – O iniciado no universo cervejeiro é ávido por  novidades. Provavelmente ele já provou a grande maioria das cervejas disponíveis na loja. Portanto, pergunte ao vendedor se há alguma cerveja que é novidade, que foi lançada recentemente.

5 – Teor Alcoólico – Ficou na dúvida entre dois rótulos? Faça o desempate com o teor alcoólico. A de teor mais alto deve ser a mais marcante.  Cervejas com teor alcoólico moderado (de 6 a 9%ABV) costumam ser cervejas marcantes e equilibradas.  

6 – Famílias – Ficou curioso e quer saber o que pedir na hora de comprar uma cerveja? Existem 3 principais famílias, de acordo com o tipo de fermentação: Lager, Ale e Fermentação Espontânea. 
- Lager – O estilo pilsen e as tradicionais brasileiras (Skol, Brahma, Bohemia), que se chamam Standard American Lagers, fazem parte da família Lager. Em sua maioria são cervejas menos alcoólicas e de maior refrescância, menos marcantes.
- Ale – É o estilo mais tradicional e mais variado, possui cervejas claras, escuras, amargas, doces, enfim, a maior variedade de nuances e sabores possíveis.
 - Fermentação espontânea–  Cervejas fermentadas naturalmente, com leveduras selvagens e outros tipos de bactérias, são cervejas de paladar complexo e, muitas vezes, demasiadamente complexo para iniciantes. Dentre elas está o estilo Lambic; talvez o mais rebuscado de todos os estilos, o mais complexo e de mais difícil aceitação.

Fonte: Google


7 – Escolas – Quer embasar sua escolha de acordo com a personalidade do presenteado? Então lá vai!
República Tcheca – A mãe das verdadeiras pilsners, as mais refrescantes e de sabor marcante. Indicadas para pessoas conservadoras. 
Alemanha – Na Alemanha até os ingredientes da cerveja viraram lei. Para pessoas muito metódicas e conservadoras, uma German Pilsner. 
Inglaterra – Terra das ‘Real Ales’, para aqueles que não comem mel, mascam abelhas. Os cabras machos merecem ales inglesas. 
Bélgica – Cervejas mais rebuscadas e complexas, a grande maioria das Trapistas é feita na Bélgica. Presenteie uma pessoa de fino gosto com uma Ale Belga. 
Estados Unidos – A escola mais revolucionária faz cervejas extremas e marcantes. Caem como uma luva para seu amigo mais maluco.
Brasil – Nas brasileiras são encontrados os mais distintos estilos. Portanto, tudo é possível. Seu amigo nacionalista merece tomar uma boa e fresca cerveja. Dizem que a melhor cerveja é a mais fresca e mais amarga possível.
Use este lema quando for adquirir uma cerveja local.

Agora não tem mais desculpa para errar no presente, seja o gosto da pessoa simples ou complexo basta um pouco de criatividade e atenção na escolha dos rótulos!

Abraços

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Beer Mob Brasil - Curitiba!

Olá pessoal! Já falamos do Beer Mob Brasil, novo evento cervejeiro, baseado nas beer weeks americanas, com data de estreia marcada para 14 de março em São Paulo.

Pois é, agora, em primeira mão, anunciamos Curitiba como a segunda cidade a receber o Beer Mob, com apoio do Loucos por Ales.

O evento ocorrerá de 9 a 23 de maio nos estabelecimentos curitibocas. Os participantes oferecerão harmonizações e produtos com preços promocionais para o evento. Será uma ótima oportunidade para divulgar ainda mais a nova cultura cervejeira que está sendo firmada no Brasil!

Em breve, mais notícias!!


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...