sexta-feira, 17 de julho de 2015

As baratinhas de inverno

O frio chegou e com ele a oferta de cervejas baratinhas "pretas" nas gôndolas dos supermercados. O Loucos por Ales preparou o figado, e como fez com as baratinhas do carnaval, se aventurou por esse mundo um tanto quanto intragável.

Viva a revolução


Vamos aos números:

- Foram 7 as cervejas "degustadas";

- 2 ânsias de vômito;

- quase uma dor de cabeça;

- 7 meias cervejas jogadas ralo abaixo;

- 2 Loucos por Ales extremamente contrariados e;

- 1 noite de cervejas ruins.

Agora, vamos às marvadas:

Schin tipo Munich 4,5% ABV: (lata R$ 2,25) a mais clara entre as disponíveis, de cor marrom avermelhado. Corpo leve e bastante adocicada.

Caracu tipo Stout 5,4%: (lata R$ 2,45) a única que indica levar malte torrado na composição. Na minha lembrança já foi mais amarguinha. Em que pese ser menos doce do que a maioria das concorrentes, ainda é muito para uma stout. Um pouco mais encorpada que a Schin, mais escura e com espuma marrom.

Bohemia Schwarzbier 5%: (lata R$ 2,29) corpo leve, cerveja preta com espuma bastante clara, sumiu depois das duas primeiras, e olha que as anteriores não eram o que se pode chamar de marcantes.

Xingu 4,6%: (lata R$ 3,49) quase tão escura quanto a Caracu, apresenta bastante dulçor, mas é a mais equilibrada de todas. Quase dá para chamar de cerveja.

Petra 4,4%: (long neck R$ 2,29) bastante carbonatação, bem opaca e não temos muito mais a dizer...

Devassa Negra 4,8%: (long neck R$ 3,39) A única que é de alta fermentação (Ale) e que ao contrário das concorrentes, não vai corante caramelo. Na teoria, deveria ser a melhor cerveja. Mas, sinceramente, não se destaca em comparação às demais.

Brahma Malzebier 4%: (long neck R$ 2,29) Essa é nossa conhecida de infância, também lembrada por ser bebida por mulheres no período de amamentação. Queridinha entre as senhoras por ser docinha. Mas bota doce nisso, ela é extremamente enjoativa.

Nota: cheiro de ovo, presença de DMS ou outros defeitos do gênero não foram mencionados porque são a regra nas cervejas experimentadas.

Após bebermos todas essas baratinhas de inverno, podemos dizer que se você acha que as cervejas tipo pilsen de massa são um protótipo de cerveja, as pretas nem poderiam ser enquadradas como uma falsificação de stout ou schwarzebier ou qualquer outro nome que se utilize para definir cervejas. Se pensamos que a tarefa das baratinhas de carnaval foi difícil, não contávamos com o que estava por vir. Essas cervejas não são pretas, são o verdadeiro lado negro da força.


segunda-feira, 13 de julho de 2015

Mais uma cervejaria comprada pela Ambev

Imagem: paladar.estadão.com.br

O maior fato cervejeiro da semana passada foi a compra da cervejaria Colorado, de Ribeirão Preto, pela Ambev. Sendo esta a segunda abocanhada do ano no Brasil, cinco meses após a Ambev comprar a mineira Wals, todos se perguntam: "Qual será a próxima?"

Vários nomes foram citados pelos interessados no mercado cervejeiro. Façamos uma análise para tentar determinar quais seriam os próximos alvos:

Quais as características comuns entre Wäls e Colorado?




Wäls Colorado
Faturamento anual R$9 milhões

R$18 milhões

Produção mensal 80.000 litros

135.000 litros

Rótulos 21

18

Tradição 15 anos

20 anos


Tanto a Wäls quanto a Colorado possuem projetos internacionais, com rótulos já em fase de exportação. Ambas possuem produção consistente e vasta rede de distribuição no Brasil.


Ao compararmos os perfis de produto Wäls e Colorado, podemos ver que são linhas de cervejas complementares e que não competem entre si.

Ao contrário do que a Ambev declarou sobre estas compras, o que as suas escolhas denotam é que seu objetivo não é o de construir uma cultura cervejeira brasileira, mas sim, de recompor seu domínio no mercado. Note-se que as duas cervejarias adquiridas são, provavelmente, as duas que mais permearam o mercado nacional. Sendo assim, fica cada vez mais difícil comprar cerveja que não seja da Ambev.

Ficou muito claro que a Ambev, com estas aquisições, não tem interesse em comprar receitas de cerveja, cultura cervejeira, o que interessa são fábricas consistentes, tradicionais e com representatividade de mercado. Ou seja, eles compram quem mais incomoda, quem mais tira faturamento deles. A partir daí, fica fácil analisar quais seriam as possíveis novas integrantes do grupo da Bohemia. A partir daqui, não falamos mais em cerveja, falamos em mercado, faturamento, capacidade de produção e do quanto cada uma pode incomodar a Ambev.

Quais as potenciais compras?

Feitas as devidas considerações, vamos à análise mercadológica das possíveis compras:

Nomes que já foram citados em outros sites e por entusiastas do ramo: Bierland, Bodebrown, Waybeer, Coruja, DaDoBier.


Bierland: Cervejaria de qualidade consistente, bem distribuída no mercado e que, apesar do viés tradicionalista, tem valores menos calcados na cultura cervejeira e na qualidade do que no mercado ($). Pelo perfil, pode ser uma boa aposta.

Coruja: Possui clientes devotos e cultura própria, tem boa distribuição e boa capacidade de produção, pode ser uma das escolhidas. 

Do alto de nossas buscas, encontramos uma cervejaria que não foi citada mas possui perfil muito semelhante às duas já adquiridas: a Amazon Beer. Cervejaria com capacidade de produção equivalente às novas integrantes do grupo Bohemia, tem se espalhado rapidamente pelo Brasil e, assim como Colorado e Wäls, já trabalha com projetos de exportação de suas cervejas. Ainda não está tão pulverizada no mercado nacional mas tem capacidade e competência para ganhar sua fatia do bolo.

Bodebrown: A Bodebrown é muito premiada e já fez várias parcerias para cervejas no exterior, mas tem produção acanhada em relação às escolhidas pela Ambev. Caso a busca fosse por qualidade e cultura cervejeira, esta cervejaria escola poderia estar nos planos da gigante monopolista, mas nosso palpite é que não é isso que irá acontecer.

Waybeer: Cervejaria que desponta pela qualidade e variedade de seus rótulos, tem sido bem distribuída e é um dos nomes mais comentados, entretanto ela tem um perfil diferente das duas já adquiridas por produzir muito menos e faturar cerca de um terço do que fatura a Wäls.

DaDoBier: Já é uma gigante do setor, muito mais difícil de ser negociada, com capacidade de produzir 1 milhão de litros por mês e faturamento de mais de R$200 milhões anuais, distribuídos não só em cerveja, mas em pubs, restaurantes e outros empreendimentos.

Com o anúncio da compra da Colorado, a Ambev começou a se posicionar em relação a estas aquisições, demonstrando que está orientada a ganhar mercado, investindo em cervejarias de médio porte, já consolidadas e com poder de mercado significativo.

O que houve no Brasil foi o maior interesse do mercado em consumir cervejas artesanais e, quando isso tomou corpo a ponto de atrapalhar os negócios da gigante, ela teve que reagir. Vale comentar que estas aquisições fazem parte da política mundial da AB Inbev, que em Maio deste ano também comprou a Bogotá Beer Company, maior cervejaria artesanal da Colômbia e deve continuar a comprar cervejarias pelo mundo. Talvez o processo de compras no Brasil não continue tão acelerado e nenhuma outra cervejaria seja comprada nos próximos meses, mas que fique bem claro, estamos falando apenas de negócios e não de cultura cervejeira, qualidade ou qualquer outro valor estimado pelos cervejeiros artesanais. No mundo da Ambev, o que vale são as cifras.


E aí, qual o seu palpite para a próxima aquisição da Ambev no Brasil?


Referência bibliográfica:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_microcervejarias_no_Brasil
http://revistabeerart.com/news/2015/7/12/ambev
http://www.reuters.com/article/2015/07/07/us-ab-inbev-brazil-ambev-idUSKCN0PH1SZ20150707

terça-feira, 30 de junho de 2015

7 coisas que podemos aprender com o Viajante Cervejeiro

Se você acompanha o movimento cervejeiro que desabrochou mais recentemente no Brasil, possivelmente você já ouviu falar sobre o Viajante Cervejeiro (se não, leia mais aqui), o publicitário que resolveu empreender uma viagem pelo Brasil passando por tradicionais pontos cervejeiros e trazendo à tona outros bem menos conhecidos.


Não é difícil criar empatia com o boa praça, de fala mansa, que hoje se apresenta como Edson Carvalho Junior, cuja profissão e filosofia de vida é viajar bebendo boas cervejas, conhecer novos lugares e pessoas, tudo com um orçamento bastante sóbrio (apesar da dificuldade de conciliar a sobriedade com uma viagem cervejeira, em todos os sentidos).

O projeto Viajante Cervejeiro pode parecer só mais um desejo individual realizado por alguém que se livrou das amarras de uma vida ordinária (comum). No entanto, analisando-se mais detidamente, podemos retirar valiosos ensinamentos para seguirmos em nosso dia a dia, ainda que tenhamos uma estilo de vida bem mais convencional.

1. Procure viver daquilo que você gosta - ah, claro! Quem não iria gostar de viver de cerveja?! Pois é, apesar de parecer simples, quase ninguém tem coragem encarar um desafio como o que nos propõem o viajante.
Hum, pois bem, mas não precisamos ser tão radicais quanto no caso do estilo de vida adotado por Edson. Alguns, almejam apenas um emprego com horário mais flexível, ou em uma profissão que é "mais a sua cara", mas mesmo assim, estão paralisados pelo comodismo que os impedem de abdicar com coisas que acreditamos ser essenciais como estabilidade e segurança.

2. Tenha um planejamento - Possuir um planejamento é importante na realização de qualquer tarefa. Porque não o seria em nossas vidas? Aquela história de "deixar a vida me levar" pode ser a origem de ansiedades e falta de motivação, decorrentes de perguntas como, "por que vim ao mundo?", "que motivo tenho pra levantar da cama pela manhã?", em resumo, "o que faço da vida?". Portanto, é importante que você possua um ou mais objetivos claros, e planeje suas ações para alcança-los.
No caso do Viajante ele possuía em seu planejamento pelo menos um objetivo bem claro: Viajar durante um ano, passando por todos os estados brasileiros, bebendo boas cervejas, tudo isso, pegando caronas e dormindo contando com a ajuda daqueles que quiserem apoiar esse projeto.
O Viajante Cervejeiro já viaja há mais de um ano e visitou os estados da região Sul, Rio de Janeiro e começa agora o Estado de São Paulo, o que nos leva ao próximo ponto!



3. Seja flexível - Traçar um planejamento com objetivos claros tem como função dar um rumo mais racional às nossas vidas, mas isso não pode ser fonte de frustrações. Temos que lidar todo o tempo com falhas e atrasos no planejamento e saber como encarar tais fatos da melhor forma possível, tendo consciência de que isso é a coisa mais comum. Sem julgamento, sem se martirizar por conta desses percalços. Encare como uma oportunidade de rever seu planejamento de acordo com as novas realidades. Isso faz parte da diversão! Pergunte ao Edson, aposto que ele entende que o atraso no seu itinerário é uma coisa natural, e que em grande parte, é a graça desse tipo de projeto. Contar com o inesperado a todo momento. Garantia de ficar longe da monotonia. Esse tópico pode ser relacionado com o próximo.

Viajante total flex


4. Tenha uma perspectiva positiva dos acontecimentos - "Merda acontece" - já diria Forrest Gump - e sempre irá acontecer. Lama, chuva, falta de carona, cerveja ruim também (talvez diria o nosso viajante). Por que então deixar isso acabar com o seu dia? Respire fundo, mantenha o foco e siga em diante. Pense que seu trajeto é feito de escolhas tomadas por você de forma racional (na maioria das vezes, pelo menos). Logo, pense que isso é uma parte indissociável do seu projeto. Assim:

5. Seja responsável por seus atos - Ninguém te obrigou a estar na situação em que você se encontra. Assuma a responsabilidade pelos seus atos e pelas consequências deles decorrentes. Pare de culpar o destino ou resto do mundo pelos acontecimentos. Dessa forma você fortalece a sensação que possui o "destino" em suas rédeas e tem motivação para encarar de uma maneira melhor os seus obstáculos. Em resumo, você até pode chorar pela cerveja derramada, mas levante-se logo e vá até o balcão buscar outra.



6. Pratique o desapego - O Viajante Cervejeiro, bem como os monges budistas, praticam o desapego aos bens materiais de forma bastante efetiva. No caso de nosso andarilho barbudo, ele se livrou de grande parte de suas coisas, desde carro, roupas e até uma coleção de copos de cerveja (eu sei que pra muitos cervejeiros esse último seria impensável). Tudo que ele tem cabe em uma mochila. As cervejas? Essas ele carrega na barriga e na lembrança, quando não prática atos de caridade com amigos cervejeiros.
Nós também não precisamos de tantas "coisas". Não importa o quanto você consiga acumular, sempre será necessário mais e mais para saciar as vontades consumistas. Por isso a dica é simples. Invista mais em experiências de vida e em relações interpessoais e menos em coisas.

7. Fuja das armadilhas do ego - Seja humilde, não subestime os conhecimentos dos outros, seja um bom ouvinte, aprenda algo com cada carona recebida ou cerveja compartilhada, ao invés de tentar impor suas ideias e opiniões. Essa é importante para os cervejeiros de internet. Evite polêmicas no Facebook. Isso porque, na maioria das vezes as discussões só servem para saciar o ego dos interlocutores. Ali ninguém está disposto a ouvir e mudar de opinião, mas sim, em ganhar um debate, a qualquer preço.



E você, tem algo a dizer sobre esse projeto, compartilha desses "princípios", gostaria de dividir alguma experiência agregadora conosco? Você é nosso convidado, pegue uma cerveja e junte-se à nós nessa mesa de bar que se chama vida (essa foi pesada :P)

Créditos das imagens: @viajantecervejeiro



quinta-feira, 28 de maio de 2015

Kings of the Craft: o novo The Beer Hunter

Desde que recebemos uma curtida no Instagram do Kings of the Craft, há pelo menos um ano, começamos a acompanhar esse interessante projeto de jovens, porém calejados cineastas (se é que assim podemos chamar), acerca do movimento das Crafts na costa oeste dos Estados Unidos, mais especificamente San Diego.

E agora, finalmente, foi lançado o primeiro episódio do documentário, com aproximadamente 20 minutos faz algumas entrevistas com personagens do movimento de cervejas artesanais da região, entre eles o figurão Greg Koch, da Stone Brewing Co. e Yussef Cherney da Ballast Point, etc.

De acordo com o filme, San Diego hoje é a meca das cervejas e o lugar a ser visitado nos EUA, no que eles chamam de Beercation (beer + vacation).

A cidade conta com mais de 100 cervejarias e pelo menos 1400 estabelecimentos especializados no serviço com cervejas artesanais!!

Eles são verdadeiros Hop maníacos, as pale ales west coast, são consideradas IPAs em outras partes dos países, IPAs, consideradas double IPAs, e as Double IPAs de San Diego são uma verdadeira pancada de lúpulos.
Versão Loucos por Ales da Double IPA
Uma das entrevistas mais interessantes é do Greg Koch da Stone, em especial quando ele prega que aqueles que pedem pela cerveja mais leve do bar, na verdade está pedindo socorro, e por isso é necessário que algum bom samaritano resgate essa alma e a traga para o universo das boas cervejas.

Ficou curioso?

Veja mais na fanpage do Kings of the Craft e vejam o vídeo completo aqui.

Pra terminar, deixo com vocês a definição de Craft Beer:

"An explosion of art and science coming together to build a drinkable masterpiece"


terça-feira, 26 de maio de 2015

Circuito de Sanduíches do Curitiba Honesta

O Curitiba Honesta inicia seu maior festival, o Circuito de Sanduíches que acontece entre 11 e 27 de junho, contando com 44 estabelecimentos com criações próprias para seus sanduíches, com valores fixos que partem de R$ 10,90.

O grande diferencial nesse festival é o patrocínio da Eisenbahn. Esperamos que com isso haja alguma espécie de promoção para as cervejas que acompanharem os sanduíches participantes.

No lançamento reservado à imprensa, pelo menos, o representante da Kirin Brasil, detentora da marca Eisenbahn, garantiu que iria oferecer aos comerciantes as cervejas com um valor mais atrativo. Vamos esperar!

Foto: Gean Cavalheiro


Essa é a lista atualizada dos estabelecimentos participantes. Para informações detalhadas, acesse Curitiba Honesta

1. Angel’s Burger
2. Armazém Santana
3. Aufenhaus
4. Aurora Bar
5. Bahir Shawarma
6. Bar do Dante
7. Bar do Pacha
8. Barbarium Beer
9. Baroneza
10. Bella Banoffi
11. Boa Prosa
12. Bom Scotch
13. Boteco La Grappa
14. Café Snege
15. Canabenta
16. Celeiro Hamburgueria
17. Cidadão do Mundo
18. Cervejaria da Vila
19. Dali da Esquina
20. Don Kebab
21. Gás Burger
22. Green Dog
23. Hamburger Sub
24. Hamburgueria Agua Verde
25. Hamburgueria Rústica
26. Harvest Folk Bar
27. Haus Bier
28. Jabuti
29. Joaquim Jose
30. La Chiviteria
31. Maia Box
32. Menina Zen
33. Muzik Hamburgueria
34.  Na Casa do Ganso
35. Porco Nobre
36. Prime Grill
37. Quermesse
38. Quincho Grill
39. Rocky Chicken
40. Schnaps
41. Silzeu’s
42. Simples Assim
43. The Best Ribs
44. Trovatore Burguer

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Beer Geeks se preparem, o Brewce chegou ao Brasil!

Depois de muita expectativa ontem fomos conferir o lançamento do mais novo produto para os Beer Geeks de plantão, o Brewce, e o pessoal da Mad Gulliver não poderia ter escolhido lugar melhor para fazer o evento.

Ele aconteceu no Bar Gibi, situado na Vila Mariana em São Paulo, e segundo os donos do estabelecimento ele ainda está operando na sua versão BETA. Mesmo assim conta com uma infinidade de eventos como workshops, palestras, oficinas, encontros de ilustradores e muitos outros projetos bacanas tanto para os aficionados como para os artistas.

Foto por Loucos por Ales

Logo de cara podemos perceber a incrível decoração, de deixar qualquer nerd com muita inveja. O lugar é um refugio perfeito para os amantes de quadrinhos, jogos, filmes de ficção científica, aos colecionadores e também aos cervejeiros, apresentando uma grande variedade de garrafas para serem consumidas no local.

O lançamento contou com uma degustação organizada pelo pessoal da Zurwellen Tasting Time e da distribuidora Botecaria onde foram apresentados 3 rótulos da Cervejaria Nacional (Sa’si Stout, Kurupira Ale e a Mula IPA) nas diferentes taças do Beertone.

Foto por Loucos por Ales

Enquanto nós experimentávamos as cervejas e nos surpreendíamos a cada minuto com a decoração do local os artistas da Quanta academia de artes estavam personalizando em tempo real alguns Brewces, que ficarão expostos no local.

Foto por Loucos por Ales

O Brewce já está sendo encaminhando para as pessoas que ajudaram no crowdfunding do projeto , para aqueles que querem adquirir um em breve já estarão disponíveis no site do Beertone.

Cheers pessoal da Mad Gulliver pelo incrível e carismático projeto e a todos os envolvidos no lançamento.

sábado, 9 de maio de 2015

A Importância da Cerveja Local

No último Festival Brasileiro da Cerveja, acontecido em Blumenau no mês de março, participamos de algumas ações no stand do Beertone, como comentamos aqui. E foi lá que tivemos contato com alguns produtos com os dizeres: "Taste global, drink local" que, em tradução livre quer dizer: "Experimente globalmente, beba localmente".

Imagem: bebidaliberada.com.br


Taste global/drink local é um paralelo ao conceito mundialmente difundido que diz: "Think globally/Act locally" - Pense globalmente, aja localmente. Pensar globalmente e agir localmente aplica-se a uma grande variedade de contextos, como ecologia, negócios ou planejamento, mas como poderia funcionar para a cerveja?

Taste Global
É mais do que óbvio que se você quer conhecer mais sobre cerveja, ou sobre qualquer coisa que é produzida globalmente, você deverá provar de várias fontes diferentes. Falando especificamente de cerveja, os variados estilos são reflexo de tradições locais na produção da bebida. Existem, inclusive, variações de estilos tradicionais de acordo com características locais. Em suma, para entender de cerveja é imperativo conhecer cervejas do mundo todo e quanto maior a variedade, melhor.

Drink Local
À primeira vista, faz sentido apoiar as cervejarias locais, desenvolver a cena local e fomentar aquilo que tanto admiramos e tantas emoções nos proporciona. Prestigiar os produtores locais só traz vantagens para todos, pois possibilita o aumento de suas estruturas, a pulverização da rede de distribuição, todo mundo sai ganhando.

Mas eu gostaria de ir além e pensar no caráter da bebida e que influências isso poderia ter no consumo, por que outra razão você deveria beber cervejas locais? Pelo mesmo motivo que não é costumeiro beber leite importado. Assim como o leite, a cerveja é muito melhor quando está fresca e é por esta razão que você talvez nunca conheça realmente uma cerveja até que possa degustá-la diretamente "da teta da vaca".

Após pasteurizada, envasada, transportada, aquecida e resfriada, sua cerveja apresentará atenuação dos aromas de lúpulo, o dry hopping pode aparecer de maneira menos marcante, a carbonatação e o creme também serão afetados. Por exemplo, uma cerveja que, quando fresca, apresente um delicado aroma de pêssego, rapidamente pode perder esta característica, deixando mais evidentes aromas e sabores menos sutis. Isso é muito válido para IPAs e, principalmente, American IPAS, cervejas que se sustentam no amargor e frescor do lúpulo. Os sabores frutados e cítricos são os primeiros a desaparecerem na "evolução" da cerveja na garrafa.

Imagem:100hdwallpapers.com


É por isso que growlers são uma forma muito interessante de se beber cerveja, pois você terá a experiência mais próxima possível do fabricante; a cerveja fica pronta e vai direto para a sua boca. =)

Por essas e outras, acreditamos que a melhor cerveja que você poderá obter possivelmente será uma cerveja local, produzida recentemente e, de preferência, não pasteurizada. Vale também a nossa dica antiga: "É bom frequentar bares onde o chope tem mais saída. Bar vazio significa chope velho."

Além das vantagens de tomar a cerveja fresca, ao fomentar a indústria local você contribui com um efeito muito interessante: Chope local de altíssima qualidade sendo servido em bares e custando o mesmo ou menos do que Brahma ou Heineken. Somos prova disso e temos vários exemplos aqui em Curitiba.


A nós, cabe o papel de entender e executar o "Taste global/Drink local", só temos a ganhar com isso. Te vejo no São Francisco!


Image:etilicos.com



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