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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Loucos por Ales em Minas Gerais - parte 1

Olá loucos e loucas por ales. Pegamos estrada, saindo de Curitiba, nossa base, e nos dirigimos ao estado de Minas Gerais pra comer o famoso pão de queijo e experimentar as cervejas da terra mais ao norte.

Após um breve passeio pelo museu ao ar livre de Inhotim, com muita caminhada, pedia um lanche com uma boa cerveja da terrinha. E assim começa nossa primeira harmonização. Saindo do Inhotim em direção à capital, passamos pela cidade de Brumadinho, foi ali mesmo, na beira de estrada, que paramos para recarregar energias para o resto da viagem.

Várias opções de sanduíches, com a peculiaridade do pão poder ser o de queijo. Em Minas, pão de queijo, recheio com queijo da canastra, por que não?



Com essa gordura toda, escolhi uma pale ale da Bäcker, com uma boa carbonatação, para limpar o paladar, e com um respeitável aroma de lúpulos.

Como primeira harmonização, não tinha como ser mais mineiro. Sanduíche de pão de queijo com recheio de queijo canastra e cerveja Bäcker de Belo Horizonte, fundada em 1999 que clama ser a primeira microcervejaria do Estado. Título também requerido pela Krug Beer.

Em resumo, a dica dessa harmonização é a utilização da técnica de corte, utilizando a carbonatação da cerveja para quebrar a gordura, suavizando o paladar, e preparando o gosto para uma próxima pedida, se quiser.

É isso, esse post é para quem tem pressa de informação.

Abraços carbonatados para loucos e loucas por ales.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Cerveja no frio? 5 cervejas para aquecer seu coração.

É, pessoal, o frio está chegando e com ele sempre surgem comentários "cerveja no frio?". Sim, está chegando a hora de tomarmos as nossas deliciosas Ales com toda propriedade.



Quem está acostumado apenas com cervejas mais leves, que normalmente são servidas em baixas temperaturas e são muito refrescantes, pode estranhar a idéia de cervejas que combinem com o inverno e com comidas mais pesadas.

Outra discussão muito comum quando se trata de inverno e cerveja é a temperatura de serviço. Quando começamos a falar de temperatura de serviço alguém sempre pergunta: "É verdade que na Europa o pessoal toma cerveja em temperatura ambiente?"

A resposta é: Sim, e não. Nos pubs ingleses muitas ales são servidas sem refrigeração, retiradas dos barris que estão no subsolo do bar. Portanto, no inverno, a temperatura da cerveja normalmente é de 2 a 8 graus, que é a temperatura ideal de serviço para este tipo de cerveja e mesmo com temperaturas um pouco mais altas, a cerveja não se torna quente no subsolo dos pubs. Trata-se de uma coincidência em que a temperatura de armazenamento da cerveja sem refrigeração é igual ou muito próxima da temperatura de serviço ideal da cerveja. Aqui no Brasil, pubs ou bares que vendem chopp devem manter seus barris sempre refrigerados.

 Para cada estilo há uma temperatura ideal e cervejas mais potentes geralmente tem temperatura de serviço entre 4 e 10 graus. Em suma, cerveja tem temperatura certa para ser apreciada, não tome cerveja em temperatura ambiente a menos que esteja em um ambiente bem frio.


A grande variedade de estilos, sabores e graduações alcoólicas permite diversos tipos de harmonização e hoje, com ajuda do Beertone, vamos mostrar a vocês:


1 - Eisenbahn Frosty Bison

Imagem: Allbeers.
Frosty Bison é a nova cerveja da Eisenbahn, uma American IPA que foi a inspiração deste post. Esta cerveja foi concebida através de um concurso realizado pela Eisenbahn durante o ano passado; a melhor receita seria produzida pela mítica cervejaria de Blumenau. Forsty Bison, do inglês, significa bisão congelado; e esta cerveja levanta até defunto congelado, pode acreditar! Ela possui um corpo muito elevado, pesada nos maltes e bem temperada com lúpulos aromáticos cítricos e florais, como não poderia deixar de ser em uma American IPA. Excelente equilíbrio entre leve dulçor e amargor residual. Não deixe de provar esta excelente cerveja.

Harmonização: Frutos do mar, carnes de caça, pratos picantes e queijos condimentados.


2 - Dum Grand Cru
Imagem: Dum

Esta cerveja também tem a cara do inverno: elevado teor alcóolico, marcante presença de malte, laranja e coentro numa combinação explosiva; uma Double Wit Bier. Aprecie com moderação pois esta cerveja pode te derrubar.
"A ideia da Grand Cru surgiu desenvolvendo uma cerveja belga de trigo, com mais corpo e álcool que uma wit, quase uma weisenbock belga. Usando o fermento clássico das belgas de trigo, fermentamos seus quase 9% de álcool, tendo como base a receita da nossa wit caseira. Logo o estilo só podia ser um, Double Wit. O coentro está escondido atrás dos aromas das cascas de laranja baia, que estão presentes em grande quantidade nessa cerveja " - Dum Cervejaria

Harmonização: Queijos condimentados, pratos condimentados, batatas rústicas, salmão e salsichas.


3 - Baden Baden Red Ale

Imagem: screamyell.com.br
Baden Baden Red Ale é classificada como sendo uma barley wine, ou double red, como descrita no rótulo. Esta cerveja tem um creme farto e persistente, um corpo muito presente e sabor marcante de maltes adocicados. Uma cerveja forte e marcante, sem amargor excessivo, por este motivo, esta é uma boa cerveja para aqueles que ainda não estão acostumados com grandes cargas de lúpulo.

Harmonização: Carnes grelhadas, sobremesas e chocolate.





4 - Morada Kolsch
Imagem: Clube do Malte

 Este é um tiro certeiro para harmonizar no inverno com pratos um pouco mais leves. Ela possui menos corpo que as cervejas citadas acima e representa uma opção menos marcante que pode servir como coadjuvante em vários tipos de harmonização. O estilo Kölsch tem origem na região de Colônia, na Alemanha, e combina maltes de trigo e cevada em uma cerveja clara de alta fermentação com aromas florais leves e sabor delicado.

Harmonização: Peixes, Aves, Saladas, pratos agridoces e apimentados.




5 - Colorado Ithaca
Imagem: Colorado

Agora, se você está se sentindo na Rússia e quer ir ao extremo, indicamos uma Russian Imperial Stout, estilo derivado da Stout, mas que normalmente possui graduação alcoólica superior a 10%. Ao lado da Petroleum , a Ithaca é uma das representantes nacionais com mais personalidade neste estilo único. Esta receita leva rapadura e evolui muito bem na garrafa, podendo servir como cerveja de guarda. A temperatura de serviço deste estilo é mais alta, cerca de 12 a 16ºC é a recomendação do fabricante.

Harmonização: Queijos, sobremesas, carnes defumadas, chocolate.



Além destas, muitas cervejas combinam bem com o inverno. Assim como sugerido pelo leitor Diocleciano Gonçalves de Oliveira:

"Sopa de gorgonzola com cogumelos vai bem pra mais de metro!
Ainda mais se regar com um fio de azeite trufado e laminas de cogumelo paris cru por cima... 
Vai bem com aquela stout de chocolate da rogue!"



Vamos testar essa e outras harmonizações, qual a sua preferida para amenizar o friozinho?

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Loucos por Ales em, existe sim amor em SP



É isso aí pessoal, feriadão de Páscoa estivemos na terra da garoa e passamos por um dos bares mais tradicionais de cervejas do Brasil, o Empório Alto dosPinheiros, carinhosamente conhecido como EAP.

Fonte: site EAP


Por sorte, pudemos conferir a nova barley wine da Wäls EAP (em homenagem ao empório) na pressão antes do lançamento oficial no dia 23 de abril. Mas, já chegamos nela.

Primeiro, vamos falar um pouco do bar. O EAP fica no bairro Pinheiros, possui algumas mesas externas logo na sua entrada, à direita se vê um balcão típico de pubs e para dentro dele são 33 torneiras de chope internacionais e nacionais.

Ao chegarmos, fomos direto ao balcão para ficar perto do chope, não sem antes nos surpreendermos com a imagem à esquerda do estabelecimento. Várias geladeiras e uma grande prateleira contendo uma diversidade de rótulos (700 segundo o site), das mais tradicionais às últimas novidades que aportaram por terras tupiniquins, isso é inegável.
Fonte: gatrolandia.uol

Bom, estamos lá no balcão, dando uma olhada no cardápio e apreciando uma Vixnu quando um garçom se aproxima e pergunta para outro, responsável por servir os chopes, se a Chimay é importada ou nacional. Achei, no mínimo, inusitado e aguardei a resposta.

O rapaz que estava nas torneiras hesitou, olhou para baixo do balcão como se procurasse uma cola e, após alguns instantes, respondeu: “É importada! – mais alguns segundos e lança – é belga!”

Ok, eu sei que é exigir demais que o estabelecimento conte apenas com beer connoisseour – como é difícil essa palavra! – em seus quadros, mas um conhecimento mínimo é não só necessário como essencial. E isso não foi isolado, o desconhecimento sobre a matéria é a regra no bar. Se existia alguém que pudesse auxiliar aos mais inexperientes, e também aos já escolados, devido à enorme variedade, não foi encontrado.

Como pretendíamos jantar nos dirigimos a uma mesa no andar superior, numa espécie de sacada, bastante agradável. Mas logo nos deparamos com um inconveniente, os chopes estão enumerados apenas em um lugar no empório, perto das torneiras. Não há nenhuma outra forma de consultar os chopes do dia, e nem pense em perguntar das cervejas, só olhando uma por uma.

Infelizmente fomos atendidos por um garçom que estava mais interessado em digitar em seu celular, mas diga-se, foi mesmo azar, porque os demais garçons foram atenciosos, em que pese não saberem muito sobre o produto que oferecem.

Pedi um capeletti recheado com mussarela de búfala e molho de tomate com manjericão. Para acompanhar, uma cerveja belga da região de Flandres (sim, é importada e sim é belga!), a Vichtenaar, uma flandres red ale envelhecida por 8 meses em barris de carvalho.

Foto: Adriano Biancolini

A ideia foi aproximar a acidez da cerveja (que se aproxima à acidez de algumas lambics) com o molho de tomate, e ao mesmo tempo harmonizar com a massa (lembre-se que as cervejas ales podem ser comparadas aos vinhos tintos para a harmonização).

Por não ser o recheio de mussarela de búfala tão marcante optei por essa cerveja que apesar de escura (vermelho para o marrom) é refrescante e com ótimo drinkability.

Opa, já estava esquecendo da barley wine EAP da Wäls. Foi nosso último pedido, serviu como um bom digestivo após a refeição. Trata-se de uma barley wine com 11,5% vol, três tipos de lúpulo (tettnanger, Cascade e Galena), maturado com lascas de carvalho francês.

Foi servida numa tacinha de aproximadamente 150 ml e custou 15 reais. Possui cor âmbar, sem carbonatação e viscosidade típica do estilo. Possui dulçor e amargor equilibrados, mas não tem aquele corpão. Como todas as cervejas da Wäls merece aplausos, sempre evidenciado o fino trato na elaboração e no equilíbrio de seus produtos.

Fonte: Facebook Wäls


Em resumo, o EAP é visita obrigatória para os cervejeiros que passarem por São Paulo. Lá você encontra todas as novidades e uma grande variedade de chopes e cervejas. Os preços dos chopes são salgados, mas as garrafas estão dentro do mercado. Infelizmente, você não vai encontrar orientação adequada do staff, mas ainda assim vale a viagem pelos rótulos. Quer uma dica? Se você está começando no mundo das cervejas leve aquele amigo beer nerd pra te ajudar. Precisa melhorar a consulta pelos clientes dos rótulos e principalmente dos chopes do dia.

Chega por hoje!

Aquele abraço e não acreditem se te disserem que não existe amor em SP, existem sim, em forma de cerveja com certeza.

Dica rápida: mercado ST Marche no Shopping Pátio Higienópolis. Muito organizado e possui uma boa variedade de cervejas a preços justos.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Harmonizações pela Cidade


Em "Harmonizações pela cidade" buscaremos combinações entre cervejas e pratos/petiscos pelos bares e restaurantes de Curitiba. O primeiro teste ocorreu no Bar Cana Benta. Experimentamos a carne de onça servida com o tradicional pão preto acompanhada de uma Paulaner Weiss.

A refrescância da tradicional cerveja de trigo alemã vai muito bem com o famoso petisco do sul do Brasil. 

Em que pese se tratar de um prato a base de carne vermelha possui um sabor delicado e com acidez conferida pelos temperos. Além disso, as ervas do prato casam com o leve sabor de especiarias característicos das cervejas de trigo alemãs.

Foto: Bar Cana Benta


A brincadeira sai por aproximados 30 reais e serve muito bem como petisco para duas pessoas.

O Bar Cana Benta fica na Rua Itupava, 1431- Alto da Rua XV.

Até a próxima!
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