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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

De frente com DeuS

Carnaval, época de muitos pecados e heresias. Sillas Malafaia ficou de frente com Gabi e sua santidade decidiu voltar a ser Ratzinger e deixar de ser Bento. E o que tudo isso tem a ver com cerveja?

As cervejas também são santas, como você já viu nesse post, e também há Deus no mundo cervejeiro.

Foto - Dagalláxia
DeuS é uma ceveja  belga produzida pelo método champenoise e limitada a 15 mil garrafas por ano. A cerveja é concebida na Bélgica de onde é levada para a cidade de Reims, na região de Champagne (França), para  receber garrafas de Champagne e fermentar novamente enquanto passa pelo processo de remuage, que dura aproximadamente um ano. Muita história, sofisticação e alto preço são os símbolos desta ótima cerveja.




Foto - Dagalláxia
No copo a DeuS se porta como um Champagne, coloração clara com espuma presente e perlage persistente. O aroma é uma mistura de ervas, frutas e especiarias; muito delicado. Um ataque de manjericão e tomilho tomam conta do aroma que se mistura a damasco, frutas secas e muito frescor. É no sabor que a DeuS mostra sua origem: Sem exibir demais os mais de 11% de álcool ela possui sabor complexo, fresco, frutado e lupulado, com final seco e consideravelmente amargo. DeuS é uma boa experiência, mas assim como Sillas Malafaia, que teve o patrimônio estimado pela revista Forbes em R$300.000.000, a cerveja não vale tudo aquilo que custa.



Em contrapartida, nossa indicação é de uma cerveja fabricada pelo mesmo processo: Eisenbahn Lust Prestige. A Eisenbahn foi a terceira cervejaria no mundo a lançar uma cerveja fabricada pelo método champenoise e o fez de forma magnífica. A Lust Prestige é uma cerveja que incorpora o sabor das trapistas belgas ao corpo de Champagne, mas esta será objeto de mais uma matéria neste blog.
Foto - Dagalláxia

Para engrenar os trabalhos na volta do carnaval, deixo para vocês a versão da Imelda May para 'Tainted Love'. 















quarta-feira, 9 de maio de 2012

Especial: Waybeer


A cervejaria WayBeer localiza-se em Pinhais na Região Metropolitana de Curitiba e em um pouco mais de um ano já vem acumulando diversas premiações e já é reconhecida como uma das “pequenas grandes cervejarias” do Brasil.

A Way se destaca pela qualidade dos ingredientes e pela utilização “sem moderação” do lúpulo estadunidense, em especial nas cervejas American Pale Ale e na nova Double APA que é base da cerveja inicialmente apresentada como 8 Secrets, cerveja comemorativa da marca e que contou com a colaboração de; Graeme Wallace da Brewdog; Joseph Tucker, especialista da Ratebeer.com; Jacques Bourdouxhe, famoso cervejeiro de panela com 30 anos “de cozinha”; microcervejeiros brasileiros Samuel Cavalcanti, da paranaense Bodebrown; José Felipe Carneiro, da mineira Wäls; Rafael Rodrigues, da gaúcha Coruja; e 
Alessandro de Oliveira, meste cervejeiro e sócio-proprietário WayBeer.
(foto: Biancolini)

No dia 28 de abril a fábrica foi aberta oficialmente para visitação pela primeira vez, já devidamente aparamentada com um balcão para degustação de chope e é claro que eu fui conferir.

Eu já havia visitado a fábrica em outra oportunidade, mas estava ansioso para essa visita orientada, tanto é que eu acabei chegando 15 minutos antes da data prevista e fui o primeiro visitante nesse dia.

Lá, já tendo iniciado as atividades com um chope Double APA, por volta das 11 da manhã, bati um papo com Alejandro Winocur, sócio proprietário, e com Alessandro de Oliveira, mestre-cervejeiro e sócio proprietário da Way.

De acordo com Alejandro, a criação da marca, tem inspiração estadunidense, que, em sua opinião, atualmente produz as melhores cervejas do mundo. Além disso, a identidade da marca tem como característica a descontração, a juventude, presente no visual das garrafas e nos sócios e funcionários da empresa, e uma nítida intenção de ser uma marca universal, cosmopolita, fugindo da tendência, por exemplo, das marcas de Santa Catarina que possuem fortes raízes na cultura alemã, na maioria das vezes.

Pode-se dizer que a Way começou há alguns anos com seu mestre-cervejeiro Alessandro de Oliveira, um dos vanguardistas na produção caseira de cerveja (homebrewer) no Paraná.

Nesses tempos o cervejeiro e outros entusiastas do movimento homebrewer juntaram-se em associações para de forma colaborativa melhorar seus produtos, visto que na época os recursos eram limitados, em especial para aquisição de matérias primas essenciais que necessariamente deveriam ser importadas.

Segundo Alessandro, houve um sensível progresso quando Samuel Cavalcanti da Bodebrown deu sua colaboração, inclusive cedendo espaço e equipamentos a esses cervejeiros caseiros.

Daí para frente a coisa foi acontecendo, Alessandro de Oliveira começou a idealizar a estruturação de uma microcervejaria, logo se juntaram a ele, Alejandro Winocur, atuando ativamente nos processos da cervejaria, e outros investidores.

O resto é história, e que vem se construindo com bases sólidas em pouquíssimo tempo.

Mas qual seria o segredo desse sucesso em pouco mais de um ano de existência?

Não sejam ingênuos de imaginar que tais conquistas decorrem apenas do investimento financeiro e em equipamentos.

Ao chegar no local, em breve contato com as pessoas responsáveis pela cervejaria (dos funcionários aos sócios), percebe-se a empresa é movida pela paixão à cerveja de qualidade, suor e motivação por se acreditar naquilo que se faz, um produto de qualidade inegável, prezando pela utilização de matéria prima selecionada.

É isso aí, na opinião desse blog, a WayBeer é uma das grandes microcervejarias do país e continuando nessa atual passada, ainda terá muito para nos oferecer em termos de cervejas de qualidade e produtos inovadores, sem a perda de sua identidade, justamente, alicerçada na repulsa a regionalismos, sendo uma marca jovem e cosmopolita. 
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