quinta-feira, 3 de abril de 2014

Designers que fazem cerveja ou cervejeiros que fazem design?


Que o design está fortemente inserido no universo cervejeiro isso nós sabemos, inclusive já comentamos sobre o assunto aqui no blog (vejam mais no post Cerveja e Design), mas até onde vai essa paixão?

Como em qualquer outra profissão, nem sempre os designers desenvolvem projetos para aquilo que gostam, mas temos alguns bons exemplos de pessoas que conseguiram a façanha de trabalharem com o que amam.

Um desses profissionais é o designer Randy Mosher. Por muito tempo ele dedicou seu tempo trabalhando para outras pessoas e após 20 anos de profissão decidiu se arriscar e passar a trabalhar por conta, e com coisas que ele se interessava. Como um bom amante, apreciador e produtor de cervejas caseiras, decidiu dedicar seu tempo a elas e como resultado acabou lançando um livro sobre cervejas artesanais, chamando bastante a atenção das microcervejarias.

Livro publicado em 2004 por Randy Mosher, Radical Brewing


Calma minha gente, não pensem que ele largou o design e começou a viver de cerveja,  a abertura para esse mercado um tanto quanto “diferente”  do que ele geralmente trabalhava chamou a atenção de produtores de outras coisas, como por exemplo: sorvetes, café, doces, etc. e o designer começou a fazer trabalhos gráficos para clientes como a Pepsi e a Sears.

Depois de um tempo, em 2007 para ser mais exata, Randy acabou caindo nas garras do urso da Colorado. O trabalho do designer para a cervejaria foi muito interessante e ousado, na minha sincera opinião. Quando iniciou os trabalhos na Colorado ela não possuía uma idéia de conceito para a marca.  A Cervejaria, que a princípio se chamaria Califórnia e teria um urso branco como representante da marca, mudou de nome e de urso, por sugestão de Mosher, inclusive a idéia de acrescentar ingredientes como a rapadura vieram dele.





O designer continua na ativa com o “Randy Mosher Design”, fazendo trabalhos gráficos e editoriais, dando palestras, escrevendo livros sobre cervejas e desenhando rótulos.

Um outro exemplo de profissionais felizes que juntaram a paixão com o trabalho é o pessoal da IndHED.
A idéia veio Inicialmente dos sócios da IndustriaHED™, um estúdio de criação e branding, que gostavam de uma boa cerveja após o expediente. Com a vontade de terem uma cerveja própria e alguns anos incubando o projeto eis que surge a IndHED™ Premium Craft Beer.



Eduardo Andrade e João Francisco Hack, sócios da empresa, tinham a intenção de criar a cerveja para comemorar com os clientes e amigos, porém nenhum dos dois imaginou que essa história ganharia outras proporções. O projeto visual da marca e da embalagem (que vocês podem conferir aqui), repercutiu em diversos e importantes sites de referências em design e hoje a cerveja, uma American Pale Ale, já é comercializada em alguns pontos do país. A expectativa dos sócios é aumentar os pontos de distribuição da cerveja, eles também estão com uma receita de outro estilo de cerveja para lançar no mercado.

O bacana no projeto é que os designers deram uma abertura grande para que o público pudesse ver o processo de criação da marca, colocando imagens desde os sketches, a logo vetorizada no computador, toda a parte de papelaria e até fotos da fabricação de alguns adesivos. A identidade visual em si segue um estilo mais minimalista, sendo assim moderna e limpa, que algumas cervejarias já vem arriscando e acabam quebrando com o tradicionalismo, esse estilo vem ganham bastante espaço no mercado. Os materiais de apoio, assim como as embalagens, catões, etc. seguem também esse conceito que, cá entre nós, foi muito bem explorado e caiu muito bem para a marca.


Outro profissional que foi "seduzido" por esse universo e conseguiu conciliar as duas paixões, o trabalho com comunicação e o mundo das cervejas, foi o diretor de arte Bruno Couto.

Diferente dos outros dois exemplos citados acima, Bruno não faz cervejas artesanais, mas isso não o impede atuar ativamente nesse segmento. Ele é editor do blog "Eu Bebo Sim", tem formação em beer sommelier pela Associação Brasileira de Sommeliers  e atua como assessor de comunicação e design para cervejarias e empresas ligadas ao mercado cervejeiro. 

Bruno foi responsável pela reformulação dos rótulos da cervejaria 2cabeças, assim como o rótulo da Invicta 1000 IBU. Um dos projetos mais ousados do profissional junto com a 2Cabeças foi a Unbranded beer, onde surgiu a idéia de simplesmente tirar a marca da cervejaria, "A marca toda foi pro saco. Talvez sejamos a primeira cervejaria unbranded no mundo. Viemos da escola dos cervejeiros caseiros, que não tem rótulos mas tem muita paixão por cerveja e uma incansável vontade de testar coisas novas e surpreender a si mesmo.", afirma o publicitário. Uma mudança um tanto quanto radical mas que vem atingindo seu objetivo e tem chamado a atenção de muitas pessoas. Essa cerveja foi batizada como X-SessionIPA, e segue um novo estilo de nomenclatura adotada pela cervejaria.

X-SessionIP, cervejaria 2cabeças
É isso ai pessoal, esses foram apenas alguns exemplos de profissionais que “unem o útil ao agradável” e uma maneira de mostrar para vocês que independente da profissão o importante é fazer o que gostamos. E vocês, encarariam um desafio desses?

segunda-feira, 31 de março de 2014

33 fatos curiosos sobre chope e cerveja.



Você se considera letrado em cervejas e chopes ou ainda está ingressando no mundo das cervejas artesanais? Encontramos este material rodando na internet e aprimoramos um pouco o conteúdo, que tem autoria desconhecida.

 Seguem aqui 33 fatos sobre chope que você sempre quis saber mas tem vergonha de perguntar:

 

01-De onde vem a palavra chope?


Chope vem do alemão Schoppen e é uma medida de volume. Com o tempo, a palavra passou a designar a bebida.


02-Quanto mais gelado melhor o chope?

Chope muito gelado  (0°C) pode diminuir a capacidade sensorial das papilas gustativas, inibe a liberação de aromas e a percepção de sabores.

03-Então, qual a temperatura ideal?

A temperatura ideal varia de acordo com o estilo do Chope. O mais comum é que sejam servidos entre 4 e 6º C.

04-Como tirar um bom chope?

Primeiro aproxima-se o copo levemente inclinado a 2 cm de distância da torneira. Quando o líquido chega ao meio, o copo deve  voltar à posição vertical. Finalmente, com o copo quase cheio, gira-se a torneira para uma posição que só permite a passagem da espuma. Qualquer um aprende depois de três tentativas. O bom tirador faz isso centenas de vezes numa noite e com rapidez.


05-Chope estraga?

Sim. A bebida oxida muito facilmente. Um barril de chope de estilo mais delicado tem prazo de validade de 10 dias quando corretamente armazenado em câmara fria. Já uma garrafa, por ser pasteurizada, dura aproximadamente de 6 meses a 1 ano. É claro que existem estilos que possuem validade indeterminada (cervejas de guarda)

Por isso é bom frequentar bares onde o chope tem mais saída. Bar vazio significa chope velho.

06-Do que é feito o chope?

Os ingredientes são água tratada, malte (que é feito da cevada, trigo ou centeio), lúpulo (uma trepadeira que confere amargor à bebida) e levedura (para fermentação). Algumas cervejas também levam especiarias, frutas ou outros elementos como cacau e aveia.

07-Qual a diferença entre chope e cerveja?

Os ingredientes são os mesmos. No entanto, a cerveja passa pelo processo de pasteurização, para que seja conservada por mais tempo.

08-Chope é mais leve que cerveja?

Não. Por ser mais fresco, a pessoa tem a impressão de que o chope é mais leve. Mas a fórmula é a mesma.



09-Quantos quilos de malte são precisos para se fazer 1 litro de cerveja?

Diferentes receitas e diferentes estilos levam diferentes quantidades de malte em sua fabricação e esta diferença pode ser de até 10x entre uma receita e outra.


10-O que é a cerveja artesanal?

Para muitos é difícil definir o que é uma cerveja artesanal, entretanto podemos dizer que é a cerveja produzida sempre em busca da qualidade máxima. Cervejas de grandes indústrias podem conter cereais não malteados ou conservantes, que são elementos adicionados para baratear ou melhorar as condições comerciais da cerveja. Já as cervejas artesanais são fabricadas com insumos de alta qualidade e processos rigorosos com intuito de obter o melhor produto final.


11-Qual o tamanho ideal do colarinho?

Cada estilo de cerveja possui formação característica de creme. Em geral, pode-se considerar cerca de 2 a 3cm de colarinho como suficientes.

12-Por que se deve beber com colarinho?

A espuma do colarinho é essencial para manter a carbonatação (gás).  Ela protege a bebida do contato com o oxigênio, que pode fazer o chope perder suas características.
A  espuma também tem papel importante na manutenção da temperatura ideal da cerveja.


13-Chope dá barriga?
    
Dependendo do estilo, um copo de 300ml de chope pode ter entre 100 e 120 calorias, o mesmo que um suco de laranja. Costumamos dizer que o consumo de grandes quantidades de cerveja e, principalmente, de petiscos é que pode prejudicar sua dieta.


14-Qual a diferença do chope claro para o escuro?

 A coloração da cerveja deve-se, principalmente, ao tipo de malte utilizado. Qualidades de malte com mais torrefação conferem cor mais escura à cerveja. A cor da cerveja não tem ligação direta com seu sabor. Existem cervejas mais escuras de sabor adocicado e cervejas claras com amargor muito elevado. Apesar de dizer muito em relação à cerveja e seu estilo, a coloração não é indicativo objetivo do sabor ou de outras qualidades da cerveja.


15-O que é e para que serve a serpentina?

É um tubo que sai do barril e que leva o chope até a torneira. Ela é envolta em gelo. É nesse trajeto que o chope gela.

16-Como se deve lavar um copo de chope?

Com pouco sabão neutro e água corrente em grande quantidade. É importante não deixar gordura ou sabão no copo, pois a presença destes elementos pode alterar as características do creme e da cerveja em si.
Recomenda-se deixar secar naturalmente.

17-Em que temperatura o chope congela?

Tipicamente,um chope tipo Pilsen congela por volta de -2,5º C, mas isso também depende do estilo da cerveja.


18-Quantas marcas de chope existem?

No Brasil, existem mais de 230 empresas autorizadas a produzir cerveja.
No festival brasileiro da cerveja de 2014, mais de 400 rótulos foram inscritos para avaliação no concurso brasileiro de cervejas.


19-Tomar chope de canudinho dá mais onda?

 O canudo em si não tem efeito algum. Só que se acaba bebendo mais rápido e consumindo mais, o que aumenta o efeito.



20-A qualidade da água influi no chope? 

Sim, mas as fábricas possuem tecnologia e realizam processos rigorosos para deixar a água apropriada para produção de cerveja, com interferência mínima nas características finais do produto.


21-Congelar o copo antes de beber chope é bom? 

Não, a condensação de água no copo congelado altera as características da cerveja e da formação do creme, além de não contribuir significativamente com a redução da temperatura do líquido.



22-Quais os tipos mais estranhos de cerveja que existem? 

Há cevejas feitas dos mais distintos ingredientes, até mesmo uma cerveja feita com leveduras da barba do mestre cervejeiro. Há cervejas fermentadas no fundo do oceano e também cervejas com graduação alcoólica superior a 40%, realmente não há limite para a imaginação cervejeira!


23-Lager, Ale, Stout, Bitter, que diabos é isso tudo?

O universo das cervejas possui muitas denominações de estilos, técnicas de fabricação, tipos de malte, tipos de envelhecimento. A cada nova cerveja, um novo aprendizado.


24-Quanto se bebe de chope no Brasil?

O Brasil é o terceiro maior produtor de cerveja do mundo mas está apenas entre os 20 maiores consumidores, com cerca de 62 litros por habitante por ano.


25-Qual a graduação alcoólica do chope?

Tipicamente, varia entre 4 GL e 13 GL, mas existem cervejas bem deslocadas desta faixa. O vinho tem 8 GL, destilados, como a vodca e o uísque, 42 GL.


26-O que é GL?

GL é a abreviatura de Gay-Lussac, unidade de teor alcoólico. O nome é uma homenagem ao cientista Joseph Louis Gay-Lussac (1778- 1850).



27-O que tem mais gás: chope, cerveja ou refrigerante?

O chope tem a mesma quantidade de gás que a cerveja. Ambos tem menos gás que o refrigerante.

28- Posso tomar quantos chopes e em seguida dirigir?

A lei de trânsito brasileira determina como infração a condução de veículo automotor após a ingestão de qualquer quantidade de álcool. Entretanto, estima-se que uma dose de bebida é eliminada pelo corpo em cerca de uma hora. Portanto, se beber um chope, após aproximadamente uma hora o álcool já deve ter desaparecido do seu organismo.

29-Qual o país onde mais se bebe cerveja?     

República Tcheca, com cerca de 160 litros por habitante por ano.

30-Quantos mililitros são "roubados" num copo com três dedos de espuma?

Nenhum. Os copos costumam ter 330 ml e são servidos com 300 ml de líquido e o resto de espuma. No exterior, é comum haver copos com a marca de 300 ml estampada.


31-Qual é o copo ideal para uma boa degustação?

Para cada estilo de cerveja há um copo mais adequado pois o formato do copo interfere na formação do creme, na propagação dos aromas e no encaminhamento da cerveja à boca. Vale a pena pesquisar e desfrutar sua cerveja em um copo adequado.


32-Qual a melhor cevada do Brasil?

Sabemos que não se utiliza apenas malte de cevada para produção de cervejas. Diversos tipos de malte nacionais e internacionais são utilizados na fabricação de cada tipo de receita. Algumas cervejas tem seu nome justamente em razão dos tipos de malte utilizados, como: Viena, Rye Pale Ale, Rauchbier, Weiss.


33-Quanto custa um barril? 

Um barril de 50 litros ao ser comprado diretamente do fabricante, custa entre 400 e 600 reais, dependendo da marca e do tipo da cerveja.








quarta-feira, 26 de março de 2014

Minha cerveja no copo, por favor! Saiba porque é muito melhor degustar em um copo.



Em mais uma de minhas navegações pela rede me deparei com um interessante infográfico do Beer Cartel, contendo 3 razões para beber sua cerveja em um copo:

Fonte: Beer Connoiseur Magazine


A primeira vantagem em se tomar de um copo é que ele favorece a percepção do aroma e sabor. O formato do copo, com a boca mais larga que de uma garrafa, facilita que os aromas sejam exalados da cerveja e, segundo o infográfico, 70% do senso de paladar advém do olfato.

O copo também permite a formação do colarinho, importante na manutenção da temperatura, sabor e aroma do néctar.

Por fim, uma taça adequada, de boa transparência, permite que você aprecie a infinidade das cores em que a cerveja se apresenta (falando em cor, saiba mais sobre o catálogo Beertone).

Agora, falando um pouquinho de história, sem se ater a datas, já que eu sou péssimo nisso, você sabia que até meados do século XIX as cervejas eram servidas em canecos de louça, metal, madeira ou couro?

Pois é, até essa época não se dava muito valor para a aparência da cerveja. No entanto, nesse período, na República Tcheca, em consequência do desenvolvimento das cervejas lager na Alemanha em momento anterior, Josef Groll criou um novo estilo utilizando-se da fermentação lager (a frio) em conjunto com uma maltagem “pálida” (malte pale), que mais tarde seria conhecido como pilsen ou pilsner, uma bebida dourada e borbulhante que não merecia ser escondida por vasilhames opacos.

Vejam vocês que o destino confabulou para o surgimento de uma nova tradição na forma de serviço. 

Isso porque, logo ali na Boêmia se fabricavam os melhores cristais da Europa.

Então, por que não fabricar um belo copo translúcido para apreciar uma pilsen em todo seu esplendor dourado coberto pelo creme branco como a neve dos alpes?

Assim surgiram as taças de cristal para cervejas pilsen e logo a ideia de se beber em copos transparentes se difundiu.

Exageros à parte no romantismo da descrição acima, esse é o breve resumo de como se passou a valorizar a apresentação da cerveja em copos e taças transparentes.

Por hoje é só! Forte abraço boêmio para todos!

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MORADO, Ronaldo. Larousse da cerveja. São Paulo: Larousse do Brasil, 2009.
 

segunda-feira, 24 de março de 2014

A história das “cervejas” leves (light lager) – Parte 1



Como explicar a tradição de cervejas tão “ralas” que se implantou no Brasil?



Essa é a primeira parte de uma sequência de posts que, talvez, responderá a tal pergunta. Na pior das hipóteses, traremos um bom punhado de informações sobre a história do movimento cervejeiro no novo continente.
Há diversos livros e artigos que explicam o fenômeno das cervejas leves nos EUA, mas pouco se noticia acerca da realidade brasileira. Ao final do estudo, não sabemos se ficará demonstrada necessariamente alguma relação de causa e efeito entre a cultura cervejeira ao norte do hemisfério com a das terras tupiniquins, mas seguiremos por esse caminho por puro empirismo.

Assim, vale iniciar-se com o contexto histórico estado unidense.

O início da tradição cervejeira americana, como era de se esperar, está estritamente relacionada com os imigrantes que colonizaram o país.

Registros indicam que na região de Nova York, por volta de 1630, os holandeses foram os primeiros a produzir cerveja de forma relevante, seguindo-se pelos ingleses os quais introduziram sua tradição de ales, e marcadamente de suas porters.

A partir de da década de 1840, devido a crises políticas, imigrantes alemães escolheram como um de seus destinos os EUA, ali implantando de maneira vigorosa sua tradição cervejeira. Além disso, revolucionaram a cena local trazendo leveduras lager, agradando de imediato o gosto do estado unidense por cervejas mais leves, de baixa fermentação.

 Aqui vale frisar importante fator diferencial entre esses novos imigrantes alemães daqueles  holandeses e ingleses. Ao contrário desses que produziam em baixa escala para abastecer pequenas comunidades, quase o que hoje fazem os cervejeiros de panela que dividem sua produção entre família e amigos, os alemães procuraram empreender com a bebida, criando as primeiras grandes fábricas nos Estados Unidos, tendo como importante representante a Anheuser-Busch.

Não confundam esse Bush com Augustus BusCh


Nessa época também se iniciou a utilização de adjuntos como milho e arroz na cerveja, devido a grande facilidade de produção desses elementos no país e à escassez de cevada. Para bom bebedor meio parágrafo basta para perceber um dos marcos iniciais para a, nas palavras de Beltramelli, estandardização das cervejas.

Com a utilização desses adjuntos era possível baixar drasticamente os custos de produção das cervejas, tornando-as muito mais competitivas em relação àquelas de puro malte. Tal fator desencadeou, talvez, a primeira baixa no movimento cervejeiro americano, visto que muitas cervejarias artesanais fecharam suas portas em razão dessa desvantagem.

Em torno de 1876 havia mais de 2000 cervejarias nos EUA. Já em 1910 esse número caiu para 1498 estabelecimentos.

No entanto, essa derrocada não se compararia ao evento ocorrido em 16 de janeiro de 1919...o advento da Lei Seca. Mas isso será objeto do próximo post. 

Como diria Jack estripador, "vamos por partes" (piada infame).

Abraços estandardizados aos amigos cervejeiros e até a parte 2!!!

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Referências

MOSHER, Randy. Tasting beer. Storey, 2009;
BELTRAMELLI, Mauricio. Cervejas, brejas & birras. São Paulo: Leya, 2012.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Beertone Curitiba


Olá amigos cervejeiros de carteirinha, curiosos, designers e colecionadores de itens cervejeiros.
Chega ao Brasil a publicação mais festejada no último ano sobre cervejas e que também, certamente, criou uma inédita forma de cataloga-las, por meio de todo o espectro de cores em que elas se apresentam em nossos copos.


O Beertone!




O projeto se iniciou com 202 cervejas de 40 cervejarias suíças e devido ao sucesso, ao fervor do movimento das microcervejarias brasileiras e, é claro, por ser um dos criadores o brasileiro Alexander Michelbach, chega ao país o Beertone com 202 cervejas das terras de além mar, terra Brasilis.

Para saber mais desse catálogo você pode acessar diretamente o site www.beertone.me, ou simplesmente jogar no google e ler uma das diversas e excelentes publicações sobre o assunto.

Aqui no Brasil o tour se iniciou em São Paulo, quartel general do Beertone no Brasil. Na semana que passou, foi uma das novidades no Festival Brasileiro daCerveja de Blumenau-SC, sendo o guia oficial do evento, além de disponibilizar uma edição especial com seis páginas dedicadas ao festival. Quer saber mais sobre a agenda no Brasil? Veja em beertone.me/events.


Geladeira Gorenje utilizada no estande do Beertone no Festival 
Brasileiro da Cerveja de Blumenau-SC



Agora, numa parceria com, vejam vocês, Loucos por Ales, o Beertone vem à Curitiba, marquem a data,  dia 20 de março no Barbarium para o lançamento na capital sorriso. As 18h estaremos recebendo os convidados da imprensa especializada, representantes das cervejarias, e novos parceiros, para um bate papo com o idealizador do Beertone, Alexander Michelbach.


Discutindo alguns detalhes sobre o lançamento em Curitiba com 
Alexander Michelbach. Notem a seriedade no semblante desses 
Loucos por Ales.

Às 20h as coisas esquentam com a banda de blues e swing  jazz a
Gringo's Washboard Band, e com a presença de nossos amigos, familiares, e público em geral para o primeiro contato com o Beertone.

Então, fiquem atentos para mais detalhes aqui no blog, no nosso facebook e, é claro, pelo face do Beertone.

Abraços, e até breve, nos vemos no Barbarium!!
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