quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Prêmio Bom Gourmet - Os Melhores de 2015. Carta de Cervejas. Saiba quem tem a melhor! Na nossa opinião.

Esse ano tivemos o prazer de ter um dos Loucos como jurado do Prêmio Bom Gourmet - Os melhores de 2015, Gazeta do Povo, na categoria carta de cerveja.

Fonte: Gazeta do Povo


O critério de escolha leva em conta a quantidade de rótulos, chopes e serviço, sendo restrito aos estabelecimentos que servem comida.

Como fizemos nos dois anos anteriores, quando jurados da Veja Comer & Beber (veja aqui e aqui), fazemos questão de explicar as razões do(s) voto(s), até por respeito aos demais concorrentes.

Primeiramente, deixamos registrado os parabéns para o Bar Hop'n Roll, eleito como a melhor carta de cerveja pelo segundo ano consecutivo, e também aos demais indicados: Clube do Malte e Barbarium Beer Pub.

Mas o voto do nosso jurado foi para o bar O Pensador.

Antes de explicar o motivo do voto, um pouco sobre o bar. O Pensador já existe há um bom tempo (desde 2005) na rua Visconde do Rio Branco, esquina com a Alameda Julia da Costa, no Centro de Curitiba.

Fonte: Facebook/opensador


Em dias quentes é possível desfrutar das mesas ao ar livre, colocadas nas calçadas, um dos poucos assim na cidade.

Desde seu início, o bar tem forte ligação com a música, em especial o Jazz.

Há pouco mais de 1 ano, com os novos donos, que já frequentavam o bar por conta da música, O Pensador passou a ter uma forte ligação também com as cervejas artesanais.

De lá pra cá, o bar aumentou o número de torneiras de chopes, em torno de 10 opções, sempre dando preferência para as marcas regionais como Waybeer, Bodebrown, Bastards Brewery, Klein, Dum, Gauden Bier, Tormenta e etc. Possui também aproximadamente 60 rótulos em garrafas.

Fonte: Facebook/opensador


O bar continua com shows semanais de jazz e blues. Outro ponto de destaque é o cardápio, que manteve os "carros chefes" do O Pensador lá dos primórdios, que consagrou pratos como o Pica-Pau na mostarda. Vale recomendar também o Chacaburguer, excelente sanduíche da casa, acrescentado ao cardápio pela nova gestão.

O Pensador, apesar de não possuir tantas torneiras quanto Barbarium e Hop'n Roll, nem tantos rótulos quanto esse último e o Clube do Malte, possui o suficiente para passar bem a noite toda, sem enjoar de um estilo ou marca.

O grande diferencial, ao nosso ver, é a qualidade do serviço, visto que nunca tivemos experiência com chopes velhos ou estragados, ou a, igualmente ruim, experiência de tomar um bom chope em copos sujos e mal cheirosos.

Esse bar, sem pretensões megalomaníacas em relação ao número de chopes e cervejas, possui uma carta bem resolvida que atende a todos os gostos, acompanhado de boa música, ambiente intimista e excelente comida.

Ah, outro ponto muito importante. Quem nunca teve problema para escolher um happy hour com um grupo mais heterogêneo de amigos? Sempre tem aquele que se recusa a ceder para as cervejas artesanais (pelos mais diversos motivos), ou ainda, aqueles que são adeptos dos destilados e outros drinks. Pois é, no O Pensador é possível conciliar todos esses gostos, já que é um dos poucos bares com chopes e cervejas artesanais que também trabalha com um boa variedade de cervejas mainstream como Heineken e Antarctica Original, também contando com vinhos e destilados de todo gênero.

Em suma, não é a maior carta de cerveja da cidade, mas compensa na boa qualidade do serviço e na escolha dos rótulos. Afinal de contas, tamanho não é documento.

E aí, entenderam o porquê?


quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Como são feitas as cervejas "pretas"

Inspirado pela cervejaria Rise & Win Brewing Co., localizada na cidade japonesa de Kamikatsu, que implementou uma operação de desperdício zero, resolvi mostrar que as grandes cervejarias no Brasil também possuem uma política de reaproveitamento muito interessante, mas que você não vai achar nem um pouco atrativa.

A ideia surgiu logo após publicarmos o post sobre a "Baratinhas de Inverno", em que degustamos algumas cervejas escuras de grande distribuição (se quiser conhecer essa desventura clique aqui). Na oportunidade um pessoa que pediu para não ser identificada e que já trabalhou no controle de qualidade de uma grande cervejaria, nos contou sobre o processo para a produção das cervejas escuras do tipo malzebier, munich, etc.

Veja o que ele nos contou:

"fui funcionário de C.Q. de uma gigante nacional e tive colegas em outras empresas de porte semelhante. Cervejas escuras como a Munich e a Malzbier nessas empresas são feitas essencialmente do refugo de pilsen durante o envase, aquele volume final do tanque que não é bombeado. Esse refugo é transferido para um outro tanque na cervejaria, onde, após atingir um certo volume, são adicionados açúcar e corante caramelo e o produto segue novamente para o envase."

Apetitoso não?

Viu só, sem desperdícios. As artesanais têm muito o que aprender, E o que é mais legal, tal modificação nos refugos das cervejas ainda ganha um raio semi-gourmetizador, deixando ela até quase duas vezes o preço da standard american lager.

Abraço amiguinhos, e cuidado com as baratinhas escuras.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Cervejaria artesanal, até em que ponto?

Não é de hoje que vemos no mercado exemplos de grandes marcas comprando as pequenas, isso vale também para o universo das cervejas, porem nesse caso, em especial, vimos grandes movimentações de compras nesses últimos meses. As principais e que mais geraram polêmica foram as feitas pela massificada AmBev, adquirindo a cervejaria mineira Wäls e mais recentemente a Colorado de Ribeirão Preto.
Fonte: Jornal RN
No universo do Marketing e do Design nos preocupamos e entendemos os cuidados e o trabalho que as marcas, no caso as cervejarias, têm em criar uma identidade sólida e consistente, com uma história e experiências para seu público. Óbvio que todos querem crescer e ganhar dinheiro com seu negócio, mas a que preço vale se tornar uma gigante conhecida ou então se deixar levar pelo dinheiro e vender a sua cervejaria? Muitas marcas na maioria das vezes se perdem nesse trajeto de crescimento e acabam se deixando levar pela empolgação, ou até mesmo o desespero, deixando de lado parte da sua essência,a qual, querendo ou não, é o charme que atrai o público consumidor desse universo.

Crescer é bom, porém sempre há uma contrapartida, como por exemplo o fato de diminuir a atenção ou ter dificuldade no controle da qualidade dos ingredientes e da produção da cerveja. Por definição, e aqui pego emprestado o texto de outro blog conhecido nosso, as cervejas artesanais são aquelas que “são consideradas pelo  cuidado que têm com sua produção” e “com produções mais restritas (mas não necessariamente pequenas), o que leva a produtos com resultados finais muito interessantes e diversificados.” (Fonte: Brejas)

No mercado vemos alguns exemplos de cervejarias que foram vendidas para outras maiores, sejam elas massificadas ou artesanais, como é o caso da compra da Meantime pela SAB Miller e recentemente da Firestone Walker pela Duvel Moortgat. Por outro lado temos referencias das que resistiram às vendas e resolveram enfrentar o caminho mais difícil, se manterem pequenas e valorizar sua histórias.


Um excelente exemplo de que se deixar levar para o caminho mais fácil nem sempre é a solução,  foi com o que recentemente nos deparamos lendo um artigo sobre a Odell Brewing Company, situada no Colorado. Os fundadores e proprietários venderam a cervejaria para nada mais nada menos que os seus funcionários. Parece estranho mas foi uma maneira inteligente de se manter no mercado e valorizar ainda mais sua história e as pessoas que trabalham duro lá dentro. 



A Stone Brewing é outra que já está firme e forte desde 1996, apesar das tentações e das dificuldades continua “pequena”, com relação a distribuição e acessibilidade, mas possuem uma identidade de marca muito forte e bem característica deles. No próprio site da Stone vemos também a valorização de todos os profissionais envolvidos no processo de “criação” da cerveja, desde a fabricação e coleta de matéria prima até chegar na parte comercial, de vendas e divulgação. 

São esses aspectos e cuidados que estão nas mãos das cervejarias artesanais e são os seus principais diferenciais, de poderem fazer e trazer experiências únicas e feitas com carinho e pensadas em cada detalhe para o consumidor. Portanto fica a questão para a reflexão, até que ponto vale a pena crescer financeiramente e em termos de estrutura e acessibilidade? 


sexta-feira, 17 de julho de 2015

As baratinhas de inverno

O frio chegou e com ele a oferta de cervejas baratinhas "pretas" nas gôndolas dos supermercados. O Loucos por Ales preparou o figado, e como fez com as baratinhas do carnaval, se aventurou por esse mundo um tanto quanto intragável.

Viva a revolução


Vamos aos números:

- Foram 7 as cervejas "degustadas";

- 2 ânsias de vômito;

- quase uma dor de cabeça;

- 7 meias cervejas jogadas ralo abaixo;

- 2 Loucos por Ales extremamente contrariados e;

- 1 noite de cervejas ruins.

Agora, vamos às marvadas:

Schin tipo Munich 4,5% ABV: (lata R$ 2,25) a mais clara entre as disponíveis, de cor marrom avermelhado. Corpo leve e bastante adocicada.

Caracu tipo Stout 5,4%: (lata R$ 2,45) a única que indica levar malte torrado na composição. Na minha lembrança já foi mais amarguinha. Em que pese ser menos doce do que a maioria das concorrentes, ainda é muito para uma stout. Um pouco mais encorpada que a Schin, mais escura e com espuma marrom.

Bohemia Schwarzbier 5%: (lata R$ 2,29) corpo leve, cerveja preta com espuma bastante clara, sumiu depois das duas primeiras, e olha que as anteriores não eram o que se pode chamar de marcantes.

Xingu 4,6%: (lata R$ 3,49) quase tão escura quanto a Caracu, apresenta bastante dulçor, mas é a mais equilibrada de todas. Quase dá para chamar de cerveja.

Petra 4,4%: (long neck R$ 2,29) bastante carbonatação, bem opaca e não temos muito mais a dizer...

Devassa Negra 4,8%: (long neck R$ 3,39) A única que é de alta fermentação (Ale) e que ao contrário das concorrentes, não vai corante caramelo. Na teoria, deveria ser a melhor cerveja. Mas, sinceramente, não se destaca em comparação às demais.

Brahma Malzebier 4%: (long neck R$ 2,29) Essa é nossa conhecida de infância, também lembrada por ser bebida por mulheres no período de amamentação. Queridinha entre as senhoras por ser docinha. Mas bota doce nisso, ela é extremamente enjoativa.

Nota: cheiro de ovo, presença de DMS ou outros defeitos do gênero não foram mencionados porque são a regra nas cervejas experimentadas.

Após bebermos todas essas baratinhas de inverno, podemos dizer que se você acha que as cervejas tipo pilsen de massa são um protótipo de cerveja, as pretas nem poderiam ser enquadradas como uma falsificação de stout ou schwarzebier ou qualquer outro nome que se utilize para definir cervejas. Se pensamos que a tarefa das baratinhas de carnaval foi difícil, não contávamos com o que estava por vir. Essas cervejas não são pretas, são o verdadeiro lado negro da força.


segunda-feira, 13 de julho de 2015

Mais uma cervejaria comprada pela Ambev

Imagem: paladar.estadão.com.br

O maior fato cervejeiro da semana passada foi a compra da cervejaria Colorado, de Ribeirão Preto, pela Ambev. Sendo esta a segunda abocanhada do ano no Brasil, cinco meses após a Ambev comprar a mineira Wals, todos se perguntam: "Qual será a próxima?"

Vários nomes foram citados pelos interessados no mercado cervejeiro. Façamos uma análise para tentar determinar quais seriam os próximos alvos:

Quais as características comuns entre Wäls e Colorado?




Wäls Colorado
Faturamento anual R$9 milhões

R$18 milhões

Produção mensal 80.000 litros

135.000 litros

Rótulos 21

18

Tradição 15 anos

20 anos


Tanto a Wäls quanto a Colorado possuem projetos internacionais, com rótulos já em fase de exportação. Ambas possuem produção consistente e vasta rede de distribuição no Brasil.


Ao compararmos os perfis de produto Wäls e Colorado, podemos ver que são linhas de cervejas complementares e que não competem entre si.

Ao contrário do que a Ambev declarou sobre estas compras, o que as suas escolhas denotam é que seu objetivo não é o de construir uma cultura cervejeira brasileira, mas sim, de recompor seu domínio no mercado. Note-se que as duas cervejarias adquiridas são, provavelmente, as duas que mais permearam o mercado nacional. Sendo assim, fica cada vez mais difícil comprar cerveja que não seja da Ambev.

Ficou muito claro que a Ambev, com estas aquisições, não tem interesse em comprar receitas de cerveja, cultura cervejeira, o que interessa são fábricas consistentes, tradicionais e com representatividade de mercado. Ou seja, eles compram quem mais incomoda, quem mais tira faturamento deles. A partir daí, fica fácil analisar quais seriam as possíveis novas integrantes do grupo da Bohemia. A partir daqui, não falamos mais em cerveja, falamos em mercado, faturamento, capacidade de produção e do quanto cada uma pode incomodar a Ambev.

Quais as potenciais compras?

Feitas as devidas considerações, vamos à análise mercadológica das possíveis compras:

Nomes que já foram citados em outros sites e por entusiastas do ramo: Bierland, Bodebrown, Waybeer, Coruja, DaDoBier.


Bierland: Cervejaria de qualidade consistente, bem distribuída no mercado e que, apesar do viés tradicionalista, tem valores menos calcados na cultura cervejeira e na qualidade do que no mercado ($). Pelo perfil, pode ser uma boa aposta.

Coruja: Possui clientes devotos e cultura própria, tem boa distribuição e boa capacidade de produção, pode ser uma das escolhidas. 

Do alto de nossas buscas, encontramos uma cervejaria que não foi citada mas possui perfil muito semelhante às duas já adquiridas: a Amazon Beer. Cervejaria com capacidade de produção equivalente às novas integrantes do grupo Bohemia, tem se espalhado rapidamente pelo Brasil e, assim como Colorado e Wäls, já trabalha com projetos de exportação de suas cervejas. Ainda não está tão pulverizada no mercado nacional mas tem capacidade e competência para ganhar sua fatia do bolo.

Bodebrown: A Bodebrown é muito premiada e já fez várias parcerias para cervejas no exterior, mas tem produção acanhada em relação às escolhidas pela Ambev. Caso a busca fosse por qualidade e cultura cervejeira, esta cervejaria escola poderia estar nos planos da gigante monopolista, mas nosso palpite é que não é isso que irá acontecer.

Waybeer: Cervejaria que desponta pela qualidade e variedade de seus rótulos, tem sido bem distribuída e é um dos nomes mais comentados, entretanto ela tem um perfil diferente das duas já adquiridas por produzir muito menos e faturar cerca de um terço do que fatura a Wäls.

DaDoBier: Já é uma gigante do setor, muito mais difícil de ser negociada, com capacidade de produzir 1 milhão de litros por mês e faturamento de mais de R$200 milhões anuais, distribuídos não só em cerveja, mas em pubs, restaurantes e outros empreendimentos.

Com o anúncio da compra da Colorado, a Ambev começou a se posicionar em relação a estas aquisições, demonstrando que está orientada a ganhar mercado, investindo em cervejarias de médio porte, já consolidadas e com poder de mercado significativo.

O que houve no Brasil foi o maior interesse do mercado em consumir cervejas artesanais e, quando isso tomou corpo a ponto de atrapalhar os negócios da gigante, ela teve que reagir. Vale comentar que estas aquisições fazem parte da política mundial da AB Inbev, que em Maio deste ano também comprou a Bogotá Beer Company, maior cervejaria artesanal da Colômbia e deve continuar a comprar cervejarias pelo mundo. Talvez o processo de compras no Brasil não continue tão acelerado e nenhuma outra cervejaria seja comprada nos próximos meses, mas que fique bem claro, estamos falando apenas de negócios e não de cultura cervejeira, qualidade ou qualquer outro valor estimado pelos cervejeiros artesanais. No mundo da Ambev, o que vale são as cifras.


E aí, qual o seu palpite para a próxima aquisição da Ambev no Brasil?


Referência bibliográfica:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_microcervejarias_no_Brasil
http://revistabeerart.com/news/2015/7/12/ambev
http://www.reuters.com/article/2015/07/07/us-ab-inbev-brazil-ambev-idUSKCN0PH1SZ20150707

terça-feira, 30 de junho de 2015

7 coisas que podemos aprender com o Viajante Cervejeiro

Se você acompanha o movimento cervejeiro que desabrochou mais recentemente no Brasil, possivelmente você já ouviu falar sobre o Viajante Cervejeiro (se não, leia mais aqui), o publicitário que resolveu empreender uma viagem pelo Brasil passando por tradicionais pontos cervejeiros e trazendo à tona outros bem menos conhecidos.


Não é difícil criar empatia com o boa praça, de fala mansa, que hoje se apresenta como Edson Carvalho Junior, cuja profissão e filosofia de vida é viajar bebendo boas cervejas, conhecer novos lugares e pessoas, tudo com um orçamento bastante sóbrio (apesar da dificuldade de conciliar a sobriedade com uma viagem cervejeira, em todos os sentidos).

O projeto Viajante Cervejeiro pode parecer só mais um desejo individual realizado por alguém que se livrou das amarras de uma vida ordinária (comum). No entanto, analisando-se mais detidamente, podemos retirar valiosos ensinamentos para seguirmos em nosso dia a dia, ainda que tenhamos uma estilo de vida bem mais convencional.

1. Procure viver daquilo que você gosta - ah, claro! Quem não iria gostar de viver de cerveja?! Pois é, apesar de parecer simples, quase ninguém tem coragem encarar um desafio como o que nos propõem o viajante.
Hum, pois bem, mas não precisamos ser tão radicais quanto no caso do estilo de vida adotado por Edson. Alguns, almejam apenas um emprego com horário mais flexível, ou em uma profissão que é "mais a sua cara", mas mesmo assim, estão paralisados pelo comodismo que os impedem de abdicar com coisas que acreditamos ser essenciais como estabilidade e segurança.

2. Tenha um planejamento - Possuir um planejamento é importante na realização de qualquer tarefa. Porque não o seria em nossas vidas? Aquela história de "deixar a vida me levar" pode ser a origem de ansiedades e falta de motivação, decorrentes de perguntas como, "por que vim ao mundo?", "que motivo tenho pra levantar da cama pela manhã?", em resumo, "o que faço da vida?". Portanto, é importante que você possua um ou mais objetivos claros, e planeje suas ações para alcança-los.
No caso do Viajante ele possuía em seu planejamento pelo menos um objetivo bem claro: Viajar durante um ano, passando por todos os estados brasileiros, bebendo boas cervejas, tudo isso, pegando caronas e dormindo contando com a ajuda daqueles que quiserem apoiar esse projeto.
O Viajante Cervejeiro já viaja há mais de um ano e visitou os estados da região Sul, Rio de Janeiro e começa agora o Estado de São Paulo, o que nos leva ao próximo ponto!



3. Seja flexível - Traçar um planejamento com objetivos claros tem como função dar um rumo mais racional às nossas vidas, mas isso não pode ser fonte de frustrações. Temos que lidar todo o tempo com falhas e atrasos no planejamento e saber como encarar tais fatos da melhor forma possível, tendo consciência de que isso é a coisa mais comum. Sem julgamento, sem se martirizar por conta desses percalços. Encare como uma oportunidade de rever seu planejamento de acordo com as novas realidades. Isso faz parte da diversão! Pergunte ao Edson, aposto que ele entende que o atraso no seu itinerário é uma coisa natural, e que em grande parte, é a graça desse tipo de projeto. Contar com o inesperado a todo momento. Garantia de ficar longe da monotonia. Esse tópico pode ser relacionado com o próximo.

Viajante total flex


4. Tenha uma perspectiva positiva dos acontecimentos - "Merda acontece" - já diria Forrest Gump - e sempre irá acontecer. Lama, chuva, falta de carona, cerveja ruim também (talvez diria o nosso viajante). Por que então deixar isso acabar com o seu dia? Respire fundo, mantenha o foco e siga em diante. Pense que seu trajeto é feito de escolhas tomadas por você de forma racional (na maioria das vezes, pelo menos). Logo, pense que isso é uma parte indissociável do seu projeto. Assim:

5. Seja responsável por seus atos - Ninguém te obrigou a estar na situação em que você se encontra. Assuma a responsabilidade pelos seus atos e pelas consequências deles decorrentes. Pare de culpar o destino ou resto do mundo pelos acontecimentos. Dessa forma você fortalece a sensação que possui o "destino" em suas rédeas e tem motivação para encarar de uma maneira melhor os seus obstáculos. Em resumo, você até pode chorar pela cerveja derramada, mas levante-se logo e vá até o balcão buscar outra.



6. Pratique o desapego - O Viajante Cervejeiro, bem como os monges budistas, praticam o desapego aos bens materiais de forma bastante efetiva. No caso de nosso andarilho barbudo, ele se livrou de grande parte de suas coisas, desde carro, roupas e até uma coleção de copos de cerveja (eu sei que pra muitos cervejeiros esse último seria impensável). Tudo que ele tem cabe em uma mochila. As cervejas? Essas ele carrega na barriga e na lembrança, quando não prática atos de caridade com amigos cervejeiros.
Nós também não precisamos de tantas "coisas". Não importa o quanto você consiga acumular, sempre será necessário mais e mais para saciar as vontades consumistas. Por isso a dica é simples. Invista mais em experiências de vida e em relações interpessoais e menos em coisas.

7. Fuja das armadilhas do ego - Seja humilde, não subestime os conhecimentos dos outros, seja um bom ouvinte, aprenda algo com cada carona recebida ou cerveja compartilhada, ao invés de tentar impor suas ideias e opiniões. Essa é importante para os cervejeiros de internet. Evite polêmicas no Facebook. Isso porque, na maioria das vezes as discussões só servem para saciar o ego dos interlocutores. Ali ninguém está disposto a ouvir e mudar de opinião, mas sim, em ganhar um debate, a qualquer preço.



E você, tem algo a dizer sobre esse projeto, compartilha desses "princípios", gostaria de dividir alguma experiência agregadora conosco? Você é nosso convidado, pegue uma cerveja e junte-se à nós nessa mesa de bar que se chama vida (essa foi pesada :P)

Créditos das imagens: @viajantecervejeiro



quinta-feira, 28 de maio de 2015

Kings of the Craft: o novo The Beer Hunter

Desde que recebemos uma curtida no Instagram do Kings of the Craft, há pelo menos um ano, começamos a acompanhar esse interessante projeto de jovens, porém calejados cineastas (se é que assim podemos chamar), acerca do movimento das Crafts na costa oeste dos Estados Unidos, mais especificamente San Diego.

E agora, finalmente, foi lançado o primeiro episódio do documentário, com aproximadamente 20 minutos faz algumas entrevistas com personagens do movimento de cervejas artesanais da região, entre eles o figurão Greg Koch, da Stone Brewing Co. e Yussef Cherney da Ballast Point, etc.

De acordo com o filme, San Diego hoje é a meca das cervejas e o lugar a ser visitado nos EUA, no que eles chamam de Beercation (beer + vacation).

A cidade conta com mais de 100 cervejarias e pelo menos 1400 estabelecimentos especializados no serviço com cervejas artesanais!!

Eles são verdadeiros Hop maníacos, as pale ales west coast, são consideradas IPAs em outras partes dos países, IPAs, consideradas double IPAs, e as Double IPAs de San Diego são uma verdadeira pancada de lúpulos.
Versão Loucos por Ales da Double IPA
Uma das entrevistas mais interessantes é do Greg Koch da Stone, em especial quando ele prega que aqueles que pedem pela cerveja mais leve do bar, na verdade está pedindo socorro, e por isso é necessário que algum bom samaritano resgate essa alma e a traga para o universo das boas cervejas.

Ficou curioso?

Veja mais na fanpage do Kings of the Craft e vejam o vídeo completo aqui.

Pra terminar, deixo com vocês a definição de Craft Beer:

"An explosion of art and science coming together to build a drinkable masterpiece"


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