quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Cerveja sem milho, por favor



Nas palavras do Rei da Cerveja, “cerveja puro malte é uma questão de statis”. Na verdade, não se trata só disso, mas também de respeito ao próprio paladar pelo apreciador cervejeiro e, acima de tudo, significa respeito ao consumidor que gasta seu suado dinheirinho para ter um dos prazeres mais acessíveis no planeta.

É em razão disso que cada vez mais se difunde pelas redes sociais e outras mídias a campanha pela cerveja #semmilho e outros adjuntos que são colocados dissimuladamente pelas grandes cervejarias naquilo que eles chamam de cerveja pilsen, gelada,refrescante, leve, e tantos outros eufemismos que escondem a cruel verdade...cervejas aguadas e sem sabor que só são tragáveis quando estupidamente geladas (falando nisso, aprenda a gelar a sua breja em 5 min). Estúpido é o adjetivo certo para tomar indiscriminadamente tais bebidas.

Aquilo que as grandes corporações insistem em chamar de cerveja, têm em sua composição adjuntos como milho e arroz que servem para baratear os custos de produção e aumentar os lucros estratosféricos das companhias.

(internet)
Isso não é novidade no mundo. Tanto é que na Alemanha, com vistas a inibir a prática de se colocar adjuntos na cerveja para baratear custos, criou-se a Lei de Pureza da Baviera de 1516 que exigia que as cervejas produzidas só poderiam levar água, malte, lúpulo e levedura.

Por aqui, os pequenos cervejeiros pleiteam junto aos órgaos fiscalizadores que fiscalizem e regulem de forma que haja mais transparência por parte das cervejarias na divulgação da composição de seus produtos, que muitas vezes são apenas "réplicas" de cervejas.

Enfim, isso é parte do que fundamenta as campanhas por cervejas de melhor qualidade e, portanto, com menos adjuntos,  e que muitos bebedores mais incautos não conseguiam entender por que diabos da hashtag "sem milho".

Por isso, cerveja sem milho, por favor.

Um lupulado abraço aos colegas cervejeiros.



segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Loucos por Ales - Gelando Cerveja em 5 Minutos


Neste novo vídeo testamos diversas técnicas que prometem gelar sua bebida rapidamente, acompanhe o resultado e nunca mais tome cerveja quente.  



terça-feira, 19 de novembro de 2013

Nova identidade visual

O Loucos por Ales está de cara nova, como vocês podem ter percebido, e isso é graças ao trabalho da designer Julia Possiede que não apenas foi responsável pela nossa nova identidade visual, mas abraçou a causa do nosso blog e passou a ser também mais uma evangelizada pelas cervejas de artesanais.

Deixamos o registro da nossa total confiança e recomendamos o trabalho desta designer,
pautado no profissionalismo e, acima de tudo, na dedicação ao nosso projeto.

Cheers Julia Possiede!!
O Loucos por Ales te deseja todo o sucesso!








domingo, 17 de novembro de 2013

O Rei da Cerveja

Loucos por Ales de visual novo e muitas novidades estão por vir. A primeira delas é nosso primeiro vídeo: O Rei da Cerveja, nossa humilde versão para o recente "Rei do Camarote".


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O amadurecimento do paladar cervejeiro



Um estudo de pesquisadores da universidade de Stanford , nos Estados Unidos, está gerando muita repercussão sobre a evolução do paladar dos apreciadores de cerveja. Tal estudo mapeou de forma brilhante como as avaliações dos usuários mais experientes é diferente daquelas realizadas por usuários iniciantes. Segundo o material, os usuários iniciantes possuem tendência a apreciar cervejas de menor graduação alcoólica e menor amargor, enquanto as cervejas mais potentes e mais amargas recebem notas muito mais altas quando avaliadas pelos usuários mais experientes.  Você pode acessar o conteúdo integral do documento clicando aqui.

A partir deste trabalho, estão surgindo comentários de que o fato de experts em cerveja apreciarem cervejas mais amargas e mais pontentes está relacionado à dessensibilização do paladar ou, até mesmo, à conformidade social, que, segundo eles, seria a influência dos comentários das pessoas mais experientes sobre aquelas que ainda estão trilhando seu caminho na estrada cervejeira.

Acredito que diferentes cervejas possuem diferentes níveis de complexidade e que é necessária mais experiência para poder apreciar alguns estilos. Por este motivo, devo discordar da opinião acima referenciada.


Assim como numa degustação, em que provamos as cervejas mais leves e mais fáceis antes das mais potentes e complexas, o entendimento de certos estilos de cerveja normalmente acontece de forma gradativa e é este o principal motivo para a alteração no paladar de acordo com a experiência do degustador. O estudo chega a citar cervejas como Budlight, dizendo que degustadores tendem a odiar mais esta cerveja com o passar do tempo. Uma resposta lógica para esta afirmação é o simples fato de que, ao conhecer melhor as práticas de fabricação e os ingredientes de cada cerveja, o degustador irá rejeitar cada vez mais as cervejas que utilizam-se de cereais não malteados e que possuam conservantes em sua composição. Chega a ser ofensivo tomar uma cerveja com tais ingredientes após descobrir o que eles realmente representam, tanto que é comum encontrar postagens nas redes sociais utilizando a hashtag #semMilho, em alusão às cervejas que utilizam milho ou outros cereais não malteados em sua composição.

Para um iniciante os sabores e aromas mais complexos de alguns tipos de cerveja não são distinguidos com clareza e isso afeta a percepção em relação à cerveja como um todo. Por exemplo, uma cerveja muito lupulada pode parecer apenas amarga aos paladares mais incautos, incapazes de perceber as nuances florais ou até mesmo o contraste de uma alta carga de malte presente na mesma cerveja.

Em resumo: Mesmo com mais experiência e consumindo regularmente cervejas mais potentes, não tenho nenhuma restrição com lagers, cervejas menos potentes ou menos amargas. Ao conhecer novos e diferentes estilos, percebi que minha avaliação inicial levava em consideração menos fatores do que hoje em dia mas continuo apreciando muito algumas cervejas como mild ales, pilseners e witbiers, o que me leva a crer que foi a minha avaliação que melhorou ao conhecer melhor os ingredientes, estilos e diferentes sabores das cervejas.

E você, acha mesmo que seu paladar está se dessensibilizando ou que é influenciado pelos comentários de outras pessoas a gostar mais de cervejas mais fortes?



segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Loucos por Ales na Veja Comer & Beber 2013/2014

Saiu a nova edição da revista Veja Comer & Beber Curitiba e nós participamos do Juri para eleger os melhores bares da cidade.

Votação - Bares em Curitiba
As novidades da edição deste ano foram o Le Voleur de Vélo (melhor caipirinha e bar revelação) e o Hop n Roll (melhor carta de cervejas).  Os demais eleitos já são velhos conhecidos do público curitibano. 

Nosso voto prestigiou os bons bares que praticam preço justo e se mantem fiéis às suas origens. Abaixo o voto completo do Loucos Por Ales e uma breve descrição de cada um dos escolhidos:

Boteco: Stuart - Em meio à correria do dia-a-dia, faça uma breve visita ao passado: um dos bares mais antigos do Brasil, inaugurado em 1904, tem um ambiente que remete à antiga Curitiba. Boa cozinha, preço justo e a presença de algumas cervejas especiais nos atraem a este nostalgico boteco, que não deve nada aos seus contemporâneos da Lapa, no Rio de Janeiro.

Carne de Onça: Mercearia Fantinato - Em abiente antigo e intimista a carne de onça é preparada na hora de ser servida, bem diante dos olhos do cliente.

Carta de Cervejas: A Varanda Beer House - A Varanda é um bar com ambiente agradável para dias quentes e possui grande variedade de chopps e cervejas, inclusive com alguns chopps internacionais que ainda não desfilaram por outros bares da capital.

Caipirinha:  Hora Extra - Na happy hour do hora extra a música é agradável e a caipirinha foi uma grata surpresa.

Happy Hour: Tartaruga - Delicie-se com os cortes de cordeiro, servidos todas as segundas-feiras, neste emblemático espaço que remete à década de 1970. Preço justo, um excelente churrasco e cerveja sempre gelada em uma das melhores localizações da cidade.

Música ao vivo: Crossroads  - O Crossroads nunca está vazio. De terça a sábado sempre há boas bandas mandando ver no palco do Cross.

Para ir a dois: Venda Armazém e Boteco - Com ares de mercearia de interior, o boteco fica em uma vizinhança tranquila e inspiradora para uma boa conversa a dois.

Para paquerar: Vox  - No fim de semana, a pista funciona até o amanhecer, animada por DJs que tocam black music, electro rock e dance. Apenas um lance de escadas separa o agitado salão do tranquilo segundo andar, um lounge com sofás e mesas ideais para quem pretende bater um papo na companhia de um petisco.

Bar Revelação: Barbarium Beer Pub - Em meio à revolução cervejeira, o bar revelação traz ótimas opções de cerveja e um excelente cardárpio. Não deixe de provar os petiscos e curtir o bom e velho rock n roll no Barbarium.


E você, concorda com os eleitos? Tem alguma sugestão? Deixe seu comentário.




segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Cheers! Cerveja para cervejeiros e cervejeiras

Olá, loucos!

Dando prosseguimento às nossas matérias colaborativas, hoje teremos a participação de Julia Possiede, designer de jóias, e uma nova entusiasta do mundo das boas cervejas.

O legal desse post é que poderemos compartilhar das impressões de alguém que acabou de chegar e passou a desfrutar desse universo fascinante.

Sem mais delongas, vamos com nossa convidada!

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Olá leitores do Loucos por Ales, fui convidada pelo Adriano, um dos responsáveis por me introduzir no universo cervejeiro,  para contar sobre um curso que aconteceu na metade de Agosto, aqui em Curitiba, sobre cerveja, Cheers!! Cerveja para Cervejeiros e Cervejeiras.

O evento foi organizado pela “A Grande Escola”, vale a pena dar uma olhada no site deles, pois eles tem uma proposta muito legal de cursos, sempre acontecendo em locais diferentes e abordando os mais variados temas. O Cheers aconteceu no EmpórioMercatore, um espaço muito charmoso com um atendimento de primeira. Lá podemos encontrar uma grande variedade de temperos e condimentos, massas, chocolates, vinhos, espumantes e (é claro) cervejas. Se você procura por um presente especial para dar para alguém lá é um lugar bem bacana para encontrar coisas diferentes, com produtos nacionais e importados.




Sem mais propagandas e vamos ao que interessa!

O conteúdo do curso foi abordado de uma forma muito enxuta e simples, porém bem completa, indicado para aqueles que estão entrando agora nesse universo.
Tivemos uma breve passagem da história da cerveja, surgimento, curiosidades (inclusive, tem um documentário da Discovery que fala só sobre isso, para quem quiser se aprofundar ou apenas matar a curiosidade, eu indico: “Como a cerveja salvou o mundo”).

Aprendemos sobre os principais ingredientes presentes nas cervejas e quais os adjuntos adicionados a elas que são bons ou não. Descobri que eles são os principais causadores do mal-estar da “ressaca do dia seguinte” e que realmente a cerveja quando é “boa” (tem uma qualidade/cuidado com relação aos ingredientes escolhidos) dificilmente vai te deixar enjoado no dia seguinte. Claro que também tudo tem limite...





Na seqüência uma explicação bem sucinta sobre as principais escolas cervejeiras (Inglesa, Belga, Alemã e Americana) e as características de cada uma assim como suas principais cervejas.
Vimos também as classificações das cervejas e o quão importante é saber exatamente que tipo de cerveja se encaixa dentro de cada uma, não só para quem vai fabricá-las ou participar de concursos mas também para nós que vamos apreciá-las... querendo ou não quando você vai tomar uma nova cerveja fica mais fácil de escolher a de seu gosto se você sabe as características de cada “grupo”. Dessa maneira, as chances de experimentar e não gostar acabam sendo menores, claro que sempre há exceções. 
Outro detalhe que, para mim era claro com relação ao vinho, mas eu não imaginava que com o as cervejas seria a mesma coisa, é a importância do copo. Por óbvio, em determinadas situações, como aquelas em que se está sentado com os amigos aproveitando um final de tarde depois do trabalho tomando uma cerveja, não vai dar tanta importância para isso, mas vi que o sabor da cerveja muda dependendo da qualidade e do formato do copo que você usa.





Bom finalmente chegamos a etapa da degustação, para cada curso realizado as cervejas experimentadas mudam, no nosso caso foram elas:




A degustação foi muito interessante, experimentamos no começo as cervejas mais “tradicionais” não tão encorpadas e que são opções mais “aceitáveis” pelas pessoas, por assim dizer.
Aos poucos os sabores foram ficando mais interessantes e complexos, amargor, frutado... chegando enfim no que , para mim, foi a surpresa da noite... a Liefmans. Eu jamais imaginei que uma cerveja pudesse ter um sabor tão diferente e surpreendente, muito parecido com um frisante. Para quem tiver a oportunidade de experimentar, vale muito a pena, pois é o tipo exemplo em que quebramos com todos aqueles pré-conceitos que temos sobre alguma coisa.

Bom espero ter atiçado a curiosidade de vocês sobre as cervejas, indico esse curso para aqueles que, assim como eu, gostam muito de apreciar, experimentar e dar algumas boas risadas. 

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É isso aí cervejeiros e cervejeiras!

Aguardem por mais novidades!!
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