terça-feira, 29 de maio de 2012

AMBEV sustentável


É isso aí pessoal, não é só de microcervejarias que se faz a nova cultura cervejeira. E nada mais em voga do que ações relacionadas ao desenvolvimento sustentável.
Nessa passada, vale trazer iniciativa de um grande (mega) cervejaria, bem conhecida entre nós, a AMBEV (detentora de marcas como Skol e Brahma, entre muitas outras).
A AMBEV, com vista ao uso racional dos recursos hídricos, criou o Movimento CYAN.
Esse movimento tem por fim incentivar o engajamento da sociedade, despertando a consciência coletiva acerca do valor da água e sua utilização responsável, bem como agindo de forma direta em ações ambientalmente sustentáveis.
Entre as ações, além do melhoramento do sistema produtivo com conseqüente diminuição do desperdício de água, a empresa se comprometeu a adotar as bacias hidrográficas em que se localizam suas fábricas - e não são poucas, 35 exatamente - sendo o projeto-piloto a bacia do Paranoá-Corumbá, no Distrito Federal, atuando na melhoria dos recursos hídricos.
Além disso, a Ambev, em parceria com a ONG Waves for Water, promoveu ação humanitária doando filtros de água desenvolvidos pela ONG, para comunidades com dificuldade de acesso à água própria para consumo. Destacam-se dois projetos, “Água Pura, Serra Viva”, em prol dos atingidos pelas chuvas na região serrana do Rio de Janeiro e “Amazônia – Drop Solidário”, que distribuiu filtros para as comunidades ribeirinhas às margens do Rio Amazonas.
(Fonte: Waves For Water)

Ainda, no sítio do movimento CYAN você poderá encontrar diversas informações sobre temas referentes aos recursos hídricos, dicas para economizar água, quizzes, e até um programa de pontos para quem economiza água que poderão ser utilizados em sítios de compras.
Achou interessante? Veja mais informações nos sites da AMBEV e CYAN.

Um abraço sustentável aos amigos cervejeiros!!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Especial: Waybeer


A cervejaria WayBeer localiza-se em Pinhais na Região Metropolitana de Curitiba e em um pouco mais de um ano já vem acumulando diversas premiações e já é reconhecida como uma das “pequenas grandes cervejarias” do Brasil.

A Way se destaca pela qualidade dos ingredientes e pela utilização “sem moderação” do lúpulo estadunidense, em especial nas cervejas American Pale Ale e na nova Double APA que é base da cerveja inicialmente apresentada como 8 Secrets, cerveja comemorativa da marca e que contou com a colaboração de; Graeme Wallace da Brewdog; Joseph Tucker, especialista da Ratebeer.com; Jacques Bourdouxhe, famoso cervejeiro de panela com 30 anos “de cozinha”; microcervejeiros brasileiros Samuel Cavalcanti, da paranaense Bodebrown; José Felipe Carneiro, da mineira Wäls; Rafael Rodrigues, da gaúcha Coruja; e 
Alessandro de Oliveira, meste cervejeiro e sócio-proprietário WayBeer.
(foto: Biancolini)

No dia 28 de abril a fábrica foi aberta oficialmente para visitação pela primeira vez, já devidamente aparamentada com um balcão para degustação de chope e é claro que eu fui conferir.

Eu já havia visitado a fábrica em outra oportunidade, mas estava ansioso para essa visita orientada, tanto é que eu acabei chegando 15 minutos antes da data prevista e fui o primeiro visitante nesse dia.

Lá, já tendo iniciado as atividades com um chope Double APA, por volta das 11 da manhã, bati um papo com Alejandro Winocur, sócio proprietário, e com Alessandro de Oliveira, mestre-cervejeiro e sócio proprietário da Way.

De acordo com Alejandro, a criação da marca, tem inspiração estadunidense, que, em sua opinião, atualmente produz as melhores cervejas do mundo. Além disso, a identidade da marca tem como característica a descontração, a juventude, presente no visual das garrafas e nos sócios e funcionários da empresa, e uma nítida intenção de ser uma marca universal, cosmopolita, fugindo da tendência, por exemplo, das marcas de Santa Catarina que possuem fortes raízes na cultura alemã, na maioria das vezes.

Pode-se dizer que a Way começou há alguns anos com seu mestre-cervejeiro Alessandro de Oliveira, um dos vanguardistas na produção caseira de cerveja (homebrewer) no Paraná.

Nesses tempos o cervejeiro e outros entusiastas do movimento homebrewer juntaram-se em associações para de forma colaborativa melhorar seus produtos, visto que na época os recursos eram limitados, em especial para aquisição de matérias primas essenciais que necessariamente deveriam ser importadas.

Segundo Alessandro, houve um sensível progresso quando Samuel Cavalcanti da Bodebrown deu sua colaboração, inclusive cedendo espaço e equipamentos a esses cervejeiros caseiros.

Daí para frente a coisa foi acontecendo, Alessandro de Oliveira começou a idealizar a estruturação de uma microcervejaria, logo se juntaram a ele, Alejandro Winocur, atuando ativamente nos processos da cervejaria, e outros investidores.

O resto é história, e que vem se construindo com bases sólidas em pouquíssimo tempo.

Mas qual seria o segredo desse sucesso em pouco mais de um ano de existência?

Não sejam ingênuos de imaginar que tais conquistas decorrem apenas do investimento financeiro e em equipamentos.

Ao chegar no local, em breve contato com as pessoas responsáveis pela cervejaria (dos funcionários aos sócios), percebe-se a empresa é movida pela paixão à cerveja de qualidade, suor e motivação por se acreditar naquilo que se faz, um produto de qualidade inegável, prezando pela utilização de matéria prima selecionada.

É isso aí, na opinião desse blog, a WayBeer é uma das grandes microcervejarias do país e continuando nessa atual passada, ainda terá muito para nos oferecer em termos de cervejas de qualidade e produtos inovadores, sem a perda de sua identidade, justamente, alicerçada na repulsa a regionalismos, sendo uma marca jovem e cosmopolita. 

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Rapidinha do dia


A revista virtual Exame.com noticiou acerca de uma pesquisa feita pela Universidade de Illinois, em Chicago, na qual se constatou que homens que bebem cerveja ficam mais espertos!
Pois é...
Para a realização da pesquisa, os cientistas (que parecem ter bastante tempo livre e nada melhor para fazer), juntaram 40 marmanjos, os quais foram divididos em dois grupos iguais, ou seja, 20 para cada lado – jure! – é que eu já tomei minha dose diária de cerveja.
Enfim, um grupo de cuecas bebeu duas tulipas de cerveja, já o outro grupo permaneceu sóbrio.
O grupo que bebeu conseguiu resolver os “desafios”, tipo quebra-cabeças, com mais facilidade e velocidade. Nossa, que bom!
Conclusão a que podemos chegar: 1) a cerveja realmente deixa os homens mais espertos ou;
2) havia um japa muito bom em resolver joguinhos nerds no grupo dos alcoolizados!
Veja a matéria no Exame.com.
De qualquer forma, vou tomar uma cerveja antes de postar no blog, só pra ver se sai alguma coisa boa. Afinal de contas, como diria o bastião do saber, Tiririca, "pior que está não fica"!

Aquele abraço maltado pra vocês!

Aniversário da cervejaria Klein

Na última terça feira estivemos presentes à festa de aniversário da cervejaria Klein, de Campo Largo. Nesta festa foi lançada a nova cerveja da Klein: Estivadora, cerveja que leva maltes de centeio em sua receita e tem uma proposta destinada especialmente às mulheres, por ser, segundo eles, mais saudável.

Vamos ao lançamento, Klein Estivadora:  Mais uma cerveja tipicamente feita pela Klein, não muito maltada e não muito saborosa também. Não merece grandes comentários. No evento a cerveja foi degustada em caneco de acrílico fornecido a cada convidado e certamente não empolgou.

No evento estiveram presentes as tão admiradas cervejarias Way, Wensky, Colorado, Coruja e Gauden Bier.


quinta-feira, 19 de abril de 2012

My name is Bond, and I drink beer!!


É, meus camaradas, é isso mesmo, o espião mais famoso de todos os tempos vem da terra da Rainha e lá eles adoram uma boa cerveja.
O único problema é que no caso a cerveja será uma típica holandesa!
Pois é, segundo o site Valor Online, o galã Daniel Craig, sob o manto do personagem 007, irá deixar de lado o Martini, para ceder aos encantos da mais nova Bond Girl, a loira da vez, a nossa querida Heineken.
Já era hora!
Afinal de contas, a Heineken já vem patrocinando os filmes da franquia James Bond há pelo menos 15 anos.
Ao que tudo indica, o nosso espião degustará o precioso líquido no filme com estréia marcada para 2012, 007 – Operação Skyfall.
A curiosidade, hoje, fica por conta da relação das duas marcas com a Guerra Fria.
Ahãm...?
É o seguinte, os filmes de espionagem tiveram seu auge durante o período da Guerra Fria e a “paranóia macartista”, em que o inimigo vermelho de além mar estava à espreita, aguardando o momento para corromper a democracia da “América” (Estados Unidos).
O interessante é que essa paranóia pairava de tal forma que nem o símbolo da Heineken, a estrela vermelha, se safou ilesa.
Em razão do evento da Guerra Fria a estrela vermelha foi substituída por uma estrela branca com uma linha vermelha no contorno durante esse período.
Resta agora saber se a estrela vermelha da Heineken não irá representar uma ameaça comunista ao espião 007!

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Referências:
KEMP, Philip. Tudo sobre cinema. [Tradução de Fabiano Morais...et al.], Rio de Janeiro: Sextante, 2011, p. 286.
MORADO, Ronaldo. Larousse da cerveja. São Paulo: Larousse do Brasil, 2009, p. 268.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Curiosidade: lúpulo e maconha são parentes


É de sabedoria quase universal que o lúpulo é o principal responsável pelo amargor das cervejas. Além disso, a depender de sua variedade, o lúpulo pode fornecer ao néctar aromas que vão do herbal ao floral, do frutado ao condimentado.
Já vimos anteriormente que o lúpulo passou a ter grande importância no processo de evolução da cerveja em razão de sua propriedade conservante.
Trata-se de uma trepadeira cujo nome científico é Humulus lupulus, – agora a coisa começa a ficar interessante – pertencente à família Cannabaceae, à qual também pertence a Cannabis sativa, mais conhecida como maconha, também alcunhada de marijuana, ganja (na Jamaica), “erva-do-capeta”, e outros nomes carinhosos que provavelmente são dados à plantinha.


Portanto, resumindo a história, o lúpulo é parente da maconha – por favor, só não vão me tentar fumar lúpulo – sendo-lhe atribuído, além do amargor e aroma, o efeito relaxante causado com a ingestão de cerveja. Pois é, não é só em razão do álcool que a cerveja causa aquela sensação agradável.

Sem mais por hoje, abraço aos “beer junkies” de plantão!

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REFERÊNCIAS:
MORADO, Ronaldo. Larousse da cerveja. São Paulo: Larousse do Brasil, 2009, p. 116.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Sexta-feira Santa


Nesta data os cristãos rememoram a morte e paixão de Jesus Cristo. Esse é o único dia em que na Igreja Católica não se celebra a Eucaristia.
Muitos cristãos têm como costume nessa data se penitenciar abdicando de comer carne.

Então bebamos o pão!

Muitos não devem saber, mas a Igreja Católica tem grande importância na história e na evolução da 
cerveja.




É meu desejo morrer em uma cervejaria. Que
Coloquem cerveja em minha boca quando eu estiver expirando, 
para que o coro de anjos entoe: “Deus,
seja condescendente com esse bebedor”. 
(São Columbano)




Até a idade média a produção de cerveja era eminentemente caseira, ficava a cargo das mulheres e fazia parte da dieta das famílias, em especial no desjejum.
As primeiras iniciativas de produção em larga escala se empreenderam nos mosteiros, a partir do século VI.
Na época, os monges eram das poucas pessoas letradas, logo, os mosteiros detinham o “poder do conhecimento”. Esse fator foi essencial no desenvolvimento da cerveja em termos de qualidade.
Esses religiosos foram os primeiros a se dedicar à pesquisa e desenvolvimento da bebida, empregando novas técnicas de produção e conservação.
Entre as importantes contribuições, está o aprimoramento na utilização do lúpulo, apesar de sua utilização ser comum em cervejas desde o século IX.
Além da característica de amargor e refrescância acrescentada à bebida em razão do lúpulo, esse se tornou um ingrediente importantíssimo por sua propriedade de conservar a cerveja por mais tempo.
Até hoje as cervejas possuem relação íntima com entidades cristãs. Em especial na Europa, ainda remanescem diversos mosteiros e abadias que produzem cervejas que têm como característica a alta qualidade final do produto. Isso por conta do rigoroso processo de produção supervisionado ou, mesmo conduzido pelos próprios monges, os quais primam pela qualidade dos ingredientes, da água ao lúpulo, do malte ao fermento.

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Referências:
MORADO, Ronaldo. Larousse da cerveja. São Paulo: Larousse do Brasil, 2009, p. 30.

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