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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Lagers são todas iguais? Heineken, Stella Artois e Budvar têm o mesmo gosto

Recentemente, tivemos notícia de um grande experimento, contando com mais de 130 voluntários, com idades entre 21 e 70 anos, os quais passaram por um teste cego com 3 grandes marcas de lagers europeias, Budvar, Heineken e Stella Artois. O resultado? As pessoas não conseguem distinguir as três cervejas. (Veja a notícia original)

Segundo os pesquisadores, a preferência dos consumidores por uma ou outra marca se resume, basicamente, ao esforço dessas em marketing e na apresentação das embalagens, relegando a um segundo plano as percepções sensoriais da bebida.

Ao ver isso, a primeira coisa que pensei, "que absurdo", essas pessoas não tem palato. Em um segundo momento, "talvez essas cervejas na Europa possuam realmente uma qualidade mais parelha, se comparado aos exemplares disponíveis no Brasil".

Por exemplo, a Heineken é produzida sem quaisquer adjuntos, já a Stella possui adjuntos e conservantes. Bom, quanto a Budvar, essa com certeza é bem diferente das demais.

Não satisfeitos com esses resultados, os Loucos por Ales resolveram fazer o teste versão brasileira.




Muito confiantes de nossos poderes, aumentamos o rol de marcas incluindo a recém chegada premium lager Kirin Ichiban. Não tínhamos dúvidas que nos sairíamos bem em nosso teste cego, pelo menos, melhor do que o resultado do experimento gringo. Afinal de contas, para os três degustadores do nosso corpo técnico, a Heineken é a cerveja do dia a dia, eu, particularmente, não tenho afinidade com a Stella, e já tivemos êxito em testes cegos com pale ales, stouts e IPAs.

Piece of cake!

Nosso quarto integrante foi o responsável por servir as cervejas. Primeiramente, fizemos a análise de coloração das cervejas, escrevendo nossos palpites já nesse momento, em segredo.



Apenas uma das bebidas apresentou uma diferença de cor relevante, tendo um tom um pouco mais acobreado, menos translúcida do que as demais. A formação de espuma também não apresentou grande diferença, algumas com bolhas menores, mais cremosa, mas nada que entregasse determinada marca.

Em um segundo momento, decidimos partir para os aromas. Aqui nós imaginamos que a Budvar, como um exemplar de Pilsen Tcheca, iria apresentar os aromas característicos de lúpulos Saaz.

Pois, acreditem ou não, nada desses aromas exaltando a cerveja Tcheca, pura decepção.

Mais uma vez, palpites em segredo.

A esperança agora era a efetiva degustação, juntando todos os sentidos sensoriais. Agora vai!!

Particularmente, eu me sentia decepcionado, não conseguia identificar com precisão nenhuma das cervejas e tal fato não se alterou com a degustação. A cada gole tomado aumentavam as dúvidas e menos diferenças eram perceptíveis.

Logo, comecei a notar que isso não se dava somente por conta da nossa falta de sensibilidade ou mesmo, por essas cervejas serem tão iguais, porque todos sabemos que não o são.

Não se trata aqui do que Maurício Beltramelli gosta de chamar de torcedores de cervejas, que por algum motivo ou outro, que não a qualidade e sabor, optam por determinada cerveja em detrimento de outras de mesma linha.

Na minha opinião, particularmente em relação a essas premium lagers, o nível de carbonatação e a acidez imediatamente dessensibilizam as papilas gustativas, tornando as demais provas prejudicadas.

Aqui devemos fazer mea culpa, por não ter tentado eliminar tal fator, intercalando cada prova com água, pão e um maior espaço de tempo. Mas ainda assim, acredito piamente que os resultados não seriam tão diferentes, mesmo porque, em maior ou menor grau, nos utilizamos do pão e da água durante a degustação.

O resultado final? Acreditamos que a experiência europeia não retrata de forma fidedigna a preferência dos consumidores entre as lagers mencionadas. A carbonatação exagerada e a acidez nos mostraram que são capazes de "esconder" as diferenças e particularidades dessas cervejas. Além desses fatores, muitos outros podem ter influenciado na pesquisa gringa, já que não consta detalhes pormenorizados sobre como se procederam os testes.

Falando por mim, eu tenho certeza de que Heineken, Stella e Budvar são bem diferentes entre si.

E vocês, o que acham? Arriscariam um teste cego com essas cervejas? Vocês podem provar que são verdadeiros degustadores e conseguem descobrir qual é qual.

Fica o desafio!

Abraços.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Relax na segunda-feira

Preguiça nesta segunda-feira?


Fonte:http://kasiaduzy.wordpress.com


Aprenda a conseguir uma cerveja sem sair do lugar...



"Old but gold"! Excelente campanha da Heineken. A Heineken tem uma das marcas mais reconhecidas mundialmente e investe pesado em propaganda e na qualidade de sua cerveja premium lager.

A marca é tão forte que conseguiu que James Bond trocasse seu dry martini por nossa querida cervejinha!

Por hoje é só pessoal...essa foi só pra animar o começo da semana de trabalho!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

AS BARATINHAS DE CARNAVAL


É, meus queridos! É tempo de carnaval, globeleza, sambas enredo irritantes que ficam martelando até os limites da razão, propagandas de conscientização acerca da bebedeira segura e o sexo em exagero...quer dizer, bebida com moderação e sexo seguro.

É tempo também de juntar a ograda, lotar o carro mil e encarar horas de estrada pra chegar à praia e, é claro, tempo de beber muita cerveja barata estupidamente gelada.

foto: Biancolini

Isso mesmo! Convenhamos, ninguém vive só de cervejas especiais, e eventos como churrasco entre amigos e o carnaval são prova disso. Ninguém tira uma Pilsener Urquell do isopor na beira da praia e degusta essa maravilha tcheca em uma taça adequada ao estilo pilsen (até que não seria uma experiência das piores).

Não, Não, carnaval é tempo de tomar quantidades maciças das queridas standard american lagers, aquelas conhecidas como pilsen aqui em terrae brasilis.

E pensando no bem estar de vossas senhorias, foliões cervejeiros, é que fizemos uma jornada emocionante, intrigante, às vezes dolorosa, é verdade, mas enriquecedora, e que ajudará na escolha da cerveja ideal para pular a tão esperada festa pagã.

Vale alertar que as cervejas testadas se restringiram àquelas distribuídas em lata ou long neck devido à facilidade do transporte e da acomodação em isopores, coolers e similares.

Vamos então Às Baratinhas!

Comecemos com uma das marcas nacionais mais tradicionais, a

Antarctica: Teor alcoólico 4,9%; comprada em lata 350 ml; valor: R$ 1,49.
Impressões: Aroma de malte, ataque no paladar, mais malte, bem carbonatada. Retorno (quero dizer, aquele arrotinho gostoso que volta logo após o primeiro gole), sente-se um toque de alumínio.
Podiam caprichar mais no lúpulo e menos nos carboidratos e cereais não-malteados – isso com certeza.
Ingredientes: água, malte, cereais não-malteados, carboidratos, lúpulo, antioxidantes e estabilizantes.

Antarctica sub zero: Teor alcoólico 4,6%; comprada em lata 350 ml; valor: R$ 1,29.
Impressões: Infelizmente, a dica é a mesma para várias das cervejas “degustadas” (com ênfase nas aspas!), beba bem gelada! Do contrário o arrependimento é certo como a morte, tarde mais não falha, nesse caso não tarda muito não.
Meio azeda, amarra a boca (adstringência). Pouca espuma.
foto: Biancolini
A cervejaria se gaba de fornecer um produto duplamente filtrado abaixo de zero. Tal “super-filtragem” serve justamente para compensar a baixa qualidade da cerveja, mantendo por mais tempo inalteradas suas propriedades organolépticas. Caso contrário, a ação de qualquer levedura ou a existência de resíduos na cerveja a tornariam intragáveis.
A dupla filtragem garante a transparência da cerveja e sua falta de aroma e sabor, sendo que após algumas latas você passa a duvidar se realmente está tomando uma bera.

Devassa bem loura: Teor alcoólico 4,7%; comprada em lata 350 ml; valor: R$ 1,50.
Impressões: Na minha opinião, trata-se de uma cerveja para o público feminino, doce e com bastante gás. Chega a ser enjoativa.
Ingredientes: Água, malte, cereais não malteados, lúpulo, antioxidantes, estabilizantes.

Nova Schin: Teor alcoólico 4,7%; comprada em lata 350 ml; valor: R$ 1,25.
Impressões: Pra bom entendedor meio gole basta! Essa é de doer. Amarrou a boca, doce demais! Cheiro da lata.
Ingredientes: Água, malte, cereais não malteados, lúpulo, estabilizantes e antioxidantes.

Sol: Teor alcoólico 4,6%; comprada na garrafinha caçulinha de 250 ml; valor: R$ 1,28.
Impressões: Cerveja de péssima qualidade. Foi difícil de terminar os 250 ml. No copo, a cerveja perde espuma e aroma rapidamente. Aguadinha, quase transparente, deixando um azedinho na língua e começo da garganta. Cerveja para mandar os convidados embora, servir pra sogra ou outro desafeto. Nem pense em tomar em outra temperatura que não estupidamente gelada.
Essa foi dura, e ainda há mais por vir!
Ingredientes: Água, malte, lúpulo (passou de avião), cereais não maltados, carboidratos transformados, estabilizante e antioxidantes.

Bavaria Premium (puro malte): Teor alcoólico 4,8%; comprada na long neck de 355 ml; valor: R$ 1,99.
Impressões: Cor dourada e espuma consistente.
Forte aroma de malte, bem carbonatada, gerando leve ardida na ponta da língua. Sensação agradável na garganta. Pouco mais de lúpulo daria maior equilíbrio.
Uma boa cerveja. Boa pedida para mulheres, não sendo tão enjoativa quanto uma Bud ou Devassa bem loira. Não deixa retrogosto desagradável.
Todavia, acho que não é uma cerveja fácil de se tomar o dia inteiro.
Ingredientes: Água, malte, lúpulo, estabilizante e antioxidante. Repare que é uma cerveja puro malte, por isso não contém adjuntos como cereais não maltados ou carboidratos. Fato que torna essa cerveja uma boa escolha.

Skol: Teor alcoólico 4,7%; comprada na long neck de 250 ml; valor: R$ 1,35.
Impressões: Espuma se dissipou logo. Cerveja refrescante, para ser tomada rapidamente. Possui proporção de lúpulo menor que a Sol, por exemplo, mas é menos enjoativa.
Ingredientes: Água, malte, cereais não malteados, carboidratos, lúpulo, antioxidante e estabilizante.

Bohemia: Teor alcoólico 5%; comprada em long neck de 355 ml; valor: R$ 2,19.
Impressões: Formação de espuma com bolhas grandes, o que significa má formação, logo dissipou. Como a maioria das experimentadas, causa leve ardência na língua. À primeira vista mostrou-se equilibrada, preponderando sabor do malte, com a temperatura um pouco mais alta, percebe-se que é uma cerveja bastante adocicada.
Segundo o rótulo é a 1º cerveja do Brasil, o que é tecnicamente falso, já que existiram diversas cervejas antecessoras fabricadas no território nacional, mas que sumiram, muitas sem deixar qualquer registro[1].
Outra informação intrigante do rótulo é a de que a cerveja permanece seguindo a receita original do mestre-cervejeiro. Será que essa receita realmente levava cereais não malteados, carboidratos, estabilizantes e antioxidantes?
De qualquer forma, é uma cerveja tradicional e que é do gosto do povo, cuja cervejaria foi criada em 1853 por Henrique Kremer, fundada na cidade de Petrópolis/RJ.

Summer Draft: Teor alcoólico 4,7%; comprada em long neck de 355 ml; valor: R$ 2,31.
Impressões: Espuma honesta, cerveja quase transparente mas bastante aromática na primeira impressão. Com mais tempo, pensei ter sentido um cheiro de canto ou mofo. Cerveja bastante refrescante. Cerveja que cumpre ao que se destina.
Ingredientes: Água, malte, lúpulo, cereais não malteados e antioxidantes.

Budweiser: Teor alcoólico 5%; comprada em long neck de 355 ml; valor: R$ 2,19.
Impressões: Essa cervejinha, nos últimos tempos, caiu no gosto do povo. Aquela coisa, nada contra, mas a peãozada gosta de novidade dos gringo, em que pese a Bud vendida nos mercados ser produzida por essas bandas de cá mesmo.
Bom, vamos lá. Cerveja extremamente clara, com espuma de pouca duração, como a maioria das testadas. Leve cheiro de chapinha de metal, tradicional ardência na ponta da língua em razão da carbonatação.
Detalhe interessante fica por conta da adição de arroz no malte, o que não me parece que deveria ser sinal de orgulho como a marca ostenta, e o tal processo Beechwood, que segundo consta é uma espécie de madeira colocada nos tanques de fermentação[2].
Pra mim, particularmente, a Budweiser como cerveja é um excelente trabalho de marketing.

Itaipava: Teor alcoólico 4,6%; comprada na lata seladinha de 350 ml; valor: R$ 1,32.
Impressões: Boa aparência, espuma, nada novo. Primeiro gole tem um “q” de fermentação de vinho espumante (não sei aonde eu estava com a cabeça quando achei isso?). Uma boa cerveja para um dia de praia.
Ingredientes: Água, malte de cevada, cereais não malteados, carboidratos, lúpulo, antioxidante e estabilizante.

Glacial: Teor alcoólico 4,4%; comprada na lata seladinha de 350 ml; valor: R$ 1,14.
Impressões: Essa é difícil de entender. Bem gelada é levíssima e desce legal. Amarra um pouco a boca. Com um pouco mais de cuidado, percebe-se que ela é bem insossa, mas dá pra tomar de boa.
Ingredientes: Água, malte, cereais não malteados, lúpulo, estabilizante e antioxidante.

Bavária clássica: Teor alcoólico 4,6%; comprada em lata de 350 ml; valor: R$ 1,35.
Impressões: Espuma surpreendentemente cremosa. No primeiro gole deu uma bela amarrada na boca, mas a impressão foi boa, a cerveja tem um amarguinho honesto.
Ingredientes: Água, malte, lúpulo, cereais não malteados, carboidratos transformados, antioxidantes e estabilizantes.

Kaiser gold: Teor alcoólico 5,4%; comprada em long neck 355 ml; valor: R$ 2,38.
Impressões: É uma cerveja extra, com teor alcoólico um pouco mais elevado, com coloração um pouco mais escura do que as demais concorrentes. É uma boa cerveja, apresenta um amargor agradável, podendo-se sentir, discretamente, notas do lúpulo, o que é raro nas cervejas populares e mesmo nas premium como a Gold e Brahma extra.

Brahma chopp: Teor alcoólico 4,8%; comprada na lata de 350 ml; valor: R$ 1,69.
Impressões: Essa cerveja é uma boa opção pra quem quer uma cerveja um pouco mais encorpada e quer gastar o mesmo que gastaria com uma Skol ou Antarctica. No copo é uma cerveja dourada e apresentou, o que me pareceu, cheiro de ovo.
Ingredientes: Água, Malte, Cereais não maltados, Carboidratos, Lúpulo, Antioxidante e Estabilizante.

Heineken: Teor alcoólico 5%; comprada na lata de 350 ml; valor: R$ 2,19.
Impressões: A Heineken é uma cerveja premium, de ótimo custo benefício, já que na média do seu valor é a única cerveja pura, ou seja, contém malte exclusivamente de cevada sem adição de qualquer estabilizante ou antioxidante. Isso significa dizer que você pode beber muitas que não irá dar dor de cabeça. Isso eu digo por experiência própria.
É claro que essa cerveja não é do gosto de todos, muitos amigos, na verdade a desprezam.
Fato é que a Heineken é uma cerveja de sabor e aroma únicos. Isso se deve principalmente pela levedura desenvolvida exclusivamente para sua produção, o que oferece a individualidade dessa bera.
Essa cerveja é a minha primeira escolha, quando não se trata de cervejas especiais. No Brasil, depois da Heineken, até onde vão meus conhecimentos, a cerveja pura mais barata são as Eisenbahn, que seguem a lei de pureza da Baviera, e custam a partir de 5 ou 6 reais. Portanto, a Heineken tem um excelente custo-benefício.

Então, vamos lá!

Como vocês puderam perceber, minha escolha para o carnaval seria a Heineken em razão de sua qualidade e preço acessível, sem falar na garantia de não ter que sofrer com uma baita dor de cabeça na manhã seguinte ao carnaval.
Mas, muita gente não vai concordar com essa escolha, ou por não suportar a Heineken, ou por achar o preço um pouco elevado para a ocasião.
Caso você não se importe tanto com o preço, e apenas não é fã da Heineken, uma boa opção é a Kaiser Gold, cerveja bastante saborosa, com um bom amargor para enfrentar o calor. Na mesma linha de cervejas extras, outra opção é a Brahma extra, todavia ela não é tão encorpada.
Se você está mais preocupado com o preço, mas quer um pouco de qualidade, a opção é a Bavaria premium, cerveja bastante honesta ou, ainda, a Itaipava, que é bem refrescante e com a vantagem das latas possuírem o selo de proteção, bastante útil na beira da praia.
Agora, se você quer beber o máximo por menos e ficar louco, a pedida é a Bavária Clássica, apesar de ser um pouco mais cara que a Glacial, seu teor alcoólico é mais elevado e o amarguinho permite você tomar maiores quantidades sem o efeito empapuçante.

Isso aí pessoal, eu sei que esse post teve uma proposta audaciosa e muitas marcas ficaram de fora, mas nosso trabalho foi árduo. A ideia é de que a cultura cervejeira não sobrevive só de cervejas especiais, principalmente num país como o nosso, em que as cervejas de grande escala fazem parte do nosso dia-a-dia e da nossa cultura.

Um abraço a todos e, por favor, apesar da ogrisse desse post, bebam com responsabilidade nesse carnaval, se forem exagerar, o que é quase certo, deixem o carro em casa e vão pular bastante pra curar a bebedeira!

* os preços foram retirados do site mercadorama.com entre os dias 6 e 8 de fevereiro.



[1]BELTRAMELLI, Mauricio. Cervejas, brejas e birras: um guia completo para desmistificar a bebida mais popular do mundo. São Paulo: Leya, 2012, p. 187.
[2] http://trilhadabreja.wordpress.com/tag/budweiser/

quinta-feira, 19 de abril de 2012

My name is Bond, and I drink beer!!


É, meus camaradas, é isso mesmo, o espião mais famoso de todos os tempos vem da terra da Rainha e lá eles adoram uma boa cerveja.
O único problema é que no caso a cerveja será uma típica holandesa!
Pois é, segundo o site Valor Online, o galã Daniel Craig, sob o manto do personagem 007, irá deixar de lado o Martini, para ceder aos encantos da mais nova Bond Girl, a loira da vez, a nossa querida Heineken.
Já era hora!
Afinal de contas, a Heineken já vem patrocinando os filmes da franquia James Bond há pelo menos 15 anos.
Ao que tudo indica, o nosso espião degustará o precioso líquido no filme com estréia marcada para 2012, 007 – Operação Skyfall.
A curiosidade, hoje, fica por conta da relação das duas marcas com a Guerra Fria.
Ahãm...?
É o seguinte, os filmes de espionagem tiveram seu auge durante o período da Guerra Fria e a “paranóia macartista”, em que o inimigo vermelho de além mar estava à espreita, aguardando o momento para corromper a democracia da “América” (Estados Unidos).
O interessante é que essa paranóia pairava de tal forma que nem o símbolo da Heineken, a estrela vermelha, se safou ilesa.
Em razão do evento da Guerra Fria a estrela vermelha foi substituída por uma estrela branca com uma linha vermelha no contorno durante esse período.
Resta agora saber se a estrela vermelha da Heineken não irá representar uma ameaça comunista ao espião 007!

______


Referências:
KEMP, Philip. Tudo sobre cinema. [Tradução de Fabiano Morais...et al.], Rio de Janeiro: Sextante, 2011, p. 286.
MORADO, Ronaldo. Larousse da cerveja. São Paulo: Larousse do Brasil, 2009, p. 268.
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